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São Melitão de Sardes

Padre da Igreja

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Dmytro Zinkevych / Shutterstock



Melitão de Sardes foi um bispo, venerado como santo tanto ortodoxo como católico. É um dos Padres da Igreja do século II que exerceu o episcopado na cidade de Sardes, perto d Esmirna na Ásia Menor. Ainda que só tenham sobrevivido fragmentos de seu trabalho, São Melitão foi um prolífico escritor do cristianismo primitivo, a julgar pelas listas de seus trabalhos preservadas por Eusébio de Cesaréia e São Jerônimo. Escreveu uma célebre apologia do cristianismo que enviou ao imperador Marco Aurélio.

São Melitão propôs o primeiro cânon cristão do Antigo Testamento, contendo quase exclusivamente os livros protocanônicos, com exceção do livro de Ester. Desta forma representava quase o mesmo cânon usado pelos judeus e, posteriormente, pela maioria dos protestantes. Melitão não incluía os outros livros deuterocanônicos usados pela Igreja Católica, Igreja Ortodoxa, Igreja Copta e outras Igrejas cristãs.

Sua obra Peri Pascha (Homília da Páscoa) é um texto que foi reconstruído de fragmentos na década de 1930. A ordem dos fragmentos foi reunida numa possível reconstrução.

Parece que Melitão acreditava no reino milenar de Cristo na Terra. Escreveu contra a idolatria apoiando-se nos ensinamentos dos Padres para condená-la. Apresentou paralelos entre o Antigo Testamento (como o molde) e o Novo Testamento (como a verdade que irrompe do molde) em uma série de éclogas, Eklogai, seis livros extraídos da Lei e dos Profetas pressagiando Cristo e o cristianismo. Existe ainda uma passagem citada por Eusébio de Cesaréia que contém o famoso cânon de Melitão.

Em uma carta de Polícrates de Éfeso ao Papa Víctor I cerca do ano 194, mencionada por Eusébio de Cesaréia (Historia Ecclesiae libro V, 24) está escrito: « …Melitão eunuco foi enterrado em Sardes.»

A reputação de São Melitão como escritor permaneceu durante a Idade Média: muitos

São José Maria Rubio Peralta

Presbítero, Jesuíta (†1929) Comemoração: 2 de maio

Em 2003, em Madrid, o Papa João Paulo II canonizava São José Maria Rubio juntamente com outros quatro santos espanhóis. José Maria havia nascido na província espanhola de Almería no dia 22 de julho de 1864. Seus pais eram gente simples e humilde: trabalhavam na lavoura e tiveram ao todo sete filhos; apenas José Maria sobreviveu, todos os demais morreram prematuramente. Em 1875 começou seus estudos em Almería e, logo em seguida, entrou no seminário, pois sentia o chamado do Senhor para ser padre. Após cumprir todos os estudos, foi ordenado presbítero no dia 24 de setembro de 1887 em Madrid. Desempenhou os ofícios de vice pároco e pároco, até que o bispo o chamou para trabalhar na cúria de Madrid. Em 1905 fez uma peregrinação até a Terra Santa. No ano seguinte ingressou na Companhia de Jesus: com 42 anos de idade começou seu noviciado em Granada e emitiu seus votos em 1908. Desempenhou seu ministério pastoral em Madrid, onde permaneceu até sua morte, ocorrida em Aranjuez, no dia 2 de maio de 1929. Narra-se que, desde as primeiras horas da manhã, os fiéis formavam filas para terem a possibilidade encontrar Padre José Maria no confessionário da igreja. Suas pregações eram muito simples, mas tocavam o coração das pessoas de maneira misteriosa. Sempre foi procurado para aplicar os exercícios espirituais de Santo Inácio. Essas atividades não o impediam de se dedicar à questão social: visitava com frequência os bairros pobres e abandonados da cidade para procurar algum conforto aos mais pobres. Muitos o chamavam de “o apóstolo de Madrid” por essa atividade que desempenhava. Em seus últimos anos de vida houve o testemunho de vários milagres. E apesar disso, foi incompreendido pelos seus superiores, talvez por seu caráter introspectivo. Os jesuítas o aceitaram em sua Congregação, mas nunca como “professo dos quatro votos”, condição tão característica dos membros da Companhia, mas apenas como “coadjutor espiritual”. Alguns creem que isso foi devido ao ciúme e a inveja de algum coirmão, pois não se podia explicar como um sujeito como José Maria pudesse suscitar tanta admiração nas pessoas. Ele mesmo, por sua vez, desejava a solidão e a vida escondida: diz-se que antes de morrer ele rasgou todas as suas anotações espirituais na intenção de ser logo esquecido por todos. Mas, a história mostra que isso não aconteceu: beatificado em 1985, São João Paulo II o canonizou para que ele se tornasse uma “luz no mundo”, colocado sobre um alto candelabro, para que pudesse iluminar a outros com seu exemplo de vida simples e humilde. O lema de São José Maria era: “Fazer aquilo que Deus quer e querer aquilo que Deus faz”.

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