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Santo Anselmo

Bispo e Doutor da Igreja (†1109)

ANSELM OF CANTERBURY

Lawrence OP CC

Santo Anselmo

Anselmo nasceu em Aosta, parte do Reino de Arles, por volta de 1033, no seio de família muito rica e fortemente ligada à poderosa Casa de Savóia. Seu pai, Gandulfo, era lombardo de nascimento. Sua mãe, Ermemberga, que foi descrita como prudente e virtuosa, pertencia a uma antiga família da Burgúndia.

Aos quinze anos, Anselmo cogitou em tornar-se monge, mas foi impedido pelo pai e acabou sendo recusado pelo abade. Neste período, sua mãe faleceu.

Aos vinte e três anos saiu de casa. Passou três anos perambulando viajando por toda a Borgonha e a França. Atraído pela fama de seu conterrâneo, Lanfranco, prior da Abadia de Bec, chegou à Normandia em 1059. No ano seguinte, depois de algum tempo em Avranches, aos vinte e sete anos, Anselmo finalmente entrou para a abadia.

Fez-se beneditino e em pouco tempo foi eleito Prior e, mais tarde, abade. Em 1093, estando na Inglaterra, foi escolhido como sucessor de Lanfranco na sede arquiepiscopal da Inglaterra. Embora fosse amante da teologia revelou-se pastor prudente e enérgico e defensor das liberdades da Igreja. De fato, teve de enfrentar as arbitrariedades dos soberanos, os reis normandos que governavam a Inglaterra e pretendiam dispor dos bispados e abadias como se fossem propriedades reais.

O contexto era o da questão das investiduras dos cargos eclesiásticos por leigos, abuso contra o qual já tinha lutado tanto naquele mesmo século o Papa Gregório VII. Por duas vezes foi forçado a abandonar a diocese e partir para desterro, porém acabou triunfando contra a prepotência dos reis, por sua humilde constância.

Santo Anselmo é tido como o inovador e iniciador do sistema escolástico da ciência teológica, que perdurou por toda a Idade Média e mesmo posteriormente. Antes, a Teologia contentava-se em apoiar as verdades da fé na revelação e nos textos dos escritores antigos. Santo Anselmo, por sua vez, aplicava a luz da razão para penetrar nos mistérios da fé. Anselmo legou à Igreja obras importantes de Filosofia e de Teologia, como o “Monologium” no qual oferece as provas metafísicas da existência e da natureza de Deus e seu “Proslogium” ou contemplação dos atributos de Deus, bem como tratados sobre a verdade, sobre a origem do mal e sobre a arte de raciocinar. Mais tarde, escreveu o famoso livro Cur Deus Homo, tratado sobre a Encarnação. A leitura patrística do Ofício de Leituras de sua festa traduz bem sua vibrante alma contemplativa.

Faleceu aos 76 anos, em 21 de abril de 1109, deixando à posteridade várias obras importantes de filosofia e teologia. Numerosos e grandes milagres foram observados no seu túmulo. Um fidalgo, sofrendo de lepra, recuperou a saúde, tendo bebido da água em que o Santo tinha lavado as mãos, depois da celebração da santa Missa. O aniversário da morte de Anselmo é celebrado pela Igreja Católica, pela maior parte da Comunhão Anglicana e por algumas correntes luteranas. Sua canonização foi solicitada por Tomás Becket, em 1163, e é possível que tenha sido formalmente canonizado em algum momento antes da morte deste em 1170, mas nenhum registro oficial sobreviveu, apesar de, a partir daí, Anselmo ter sido incluído no rol dos santos em Cantuária e em outros lugares. Alguns estudiosos defendem que a canonização de Anselmo só teria sido executada em 1494 pelo papa Alexandre VI.

Foi proclamado Doutor da Igreja em 1720 por Clemente XI.

Em 21 de abril de 1909, 800 anos depois de sua morte, São Pio X lançou a encíclica “Communium Rerum”, elogiando Anselmo, sua carreira eclesiástica e suas obras.

Anselmo nasceu em Aosta, parte do Reino de Arles, por volta de 1033, no seio de família muito rica e fortemente ligada à poderosa Casa de Savóia. Seu pai, Gandulfo, era lombardo de nascimento. Sua mãe, Ermemberga, que foi descrita como prudente e virtuosa, pertencia a uma antiga família da Burgúndia.
Aos quinze anos, Anselmo cogitou em tornar-se monge, mas foi impedido pelo pai e acabou sendo recusado pelo abade. Neste período, sua mãe faleceu.
Aos vinte e três anos saiu de casa. Passou três anos perambulando viajando por toda a Borgonha e a França. Atraído pela fama de seu conterrâneo, Lanfranco, prior da Abadia de Bec, chegou à Normandia em 1059. No ano seguinte, depois de algum tempo em Avranches, aos vinte e sete anos, Anselmo finalmente entrou para a abadia.
Fez-se beneditino e em pouco tempo foi eleito Prior e, mais tarde, abade. Em 1093, estando na Inglaterra, foi escolhido como sucessor de Lanfranco na sede arquiepiscopal da Inglaterra. Embora fosse amante da teologia revelou-se pastor prudente e enérgico e defensor das liberdades da Igreja. De fato, teve de enfrentar as arbitrariedades dos soberanos, os reis normandos que governavam a Inglaterra e pretendiam dispor dos bispados e abadias como se fossem propriedades reais.
O contexto era o da questão das investiduras dos cargos eclesiásticos por leigos, abuso contra o qual já tinha lutado tanto naquele mesmo século o Papa Gregório VII. Por duas vezes foi forçado a abandonar a diocese e partir para desterro, porém acabou triunfando contra a prepotência dos reis, por sua humilde constância.
Santo Anselmo é tido como o inovador e iniciador do sistema escolástico da ciência teológica, que perdurou por toda a Idade Média e mesmo posteriormente. Antes, a Teologia contentava-se em apoiar as verdades da fé na revelação e nos textos dos escritores antigos. Santo Anselmo, por sua vez, aplicava a luz da razão para penetrar nos mistérios da fé. Anselmo legou à Igreja obras importantes de Filosofia e de Teologia, como o “Monologium” no qual oferece as provas metafísicas da existência e da natureza de Deus e seu “Proslogium” ou contemplação dos atributos de Deus, bem como tratados sobre a verdade, sobre a origem do mal e sobre a arte de raciocinar. Mais tarde, escreveu o famoso livro Cur Deus Homo, tratado sobre a Encarnação. A leitura patrística do Ofício de Leituras de sua festa traduz bem sua vibrante alma contemplativa.
Faleceu aos 76 anos, em 21 de abril de 1109, deixando à posteridade várias obras importantes de filosofia e teologia. Numerosos e grandes milagres foram observados no seu túmulo. Um fidalgo, sofrendo de lepra, recuperou a saúde, tendo bebido da água em que o Santo tinha lavado as mãos, depois da celebração da santa Missa. O aniversário da morte de Anselmo é celebrado pela Igreja Católica, pela maior parte da Comunhão Anglicana e por algumas correntes luteranas. Sua canonização foi solicitada por Tomás Becket, em 1163, e é possível que tenha sido formalmente canonizado em algum momento antes da morte deste em 1170, mas nenhum registro oficial sobreviveu, apesar de, a partir daí, Anselmo ter sido incluído no rol dos santos em Cantuária e em outros lugares. Alguns estudiosos defendem que a canonização de Anselmo só teria sido executada em 1494 pelo papa Alexandre VI.
Foi proclamado Doutor da Igreja em 1720 por Clemente XI.
Em 21 de abril de 1909, 800 anos depois de sua morte, São Pio X lançou a encíclica “Communium Rerum”, elogiando Anselmo, sua carreira eclesiástica e suas obras.

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