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São João Paulo II

Primeiro Papa polonês   († 2005)     

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Fotos593 | Shutterstock

Karol Jósef Wojtyla nasceu dia 18 de maio de 1920, na cidade de Wadowice, a cinquenta quilômetros de Cracóvia, capital da Polônia.

Em 1942, entrou para o seminário clandestino do palácio arcebispal de Cracóvia, que era comandado pelo arcebispo Adam Sapieha. Quatro anos mais tarde foi ordenado sacerdote no Dia de Todos os Santos, dia 01 de novembro 1946. 

Após a ordenação seguiu para Roma e aí concluiu seu primeiro doutorado em teologia com a tese “A Doutrina da Fé segundo São João da Cruz”. Em 1954, com uma tese que analisava a viabilidade de uma ética católica baseada no sistema ético do fenomenologista Max Scheler, obteve seu segundo doutorado, desta vez em Filosofia. Devido à intervenção de autoridades comunistas foi impedido de receber o grau desta última láurea até 1957.

De volta à Cracóvia, a guerra, a vida sob o comunismo e suas responsabilidades pastorais foram inspiração para as suas peças e sua poesia. Wojtyla publicou trabalhos utilizando-se de dois pseudônimos – Andrzej Jawień e Stanisław Andrzej Gruda – para distinguir sua literatura de suas obras religiosas (que eram publicadas sob seu nome) e também para que elas fossem consideradas por seus próprios méritos.

Como vigário capitular da Polônia, em outubro de 1962, foi representar seu país no Concílio do Vaticano II, onde contribuiu com dois dos mais importantes e históricos resultados do evento: o Decreto Dignitatis Humanae e a Constituição Pastoral Gaudium et Spes. Durante o Concílio se destacou pela abertura para com o ecumenismo.   

Em 13 de janeiro de 1964 foi elevado a arcebispo de Cracóvia. 

Em 1967, teve uma importante atuação na formulação da encíclica Humanae Vitae que trata, dentre outras coisas, de condenar o aborto e o controle da natalidade por meios não naturais. Neste mesmo ano, no dia 26 de junho, recebeu a ordem de Cardeal-presbítero. Até esse ano, 1967, Karol já tinha publicado mais de 300 ensaios em revistas e livros na Polônia. 

Em 1977, um ano antes de ser eleito Papa, Wojtyła abriu e consagrou a Igreja de Nossa Senhora Rainha da Polônia, em Nowa Huta, após mais de vinte anos de esforços contra o governo comunista polonês, que negou inúmeras vezes o pedido dos fiéis para a construção de uma igreja naquela região. 

Com apenas 58 anos de idade, a 22 de outubro de 1978 foi eleito o 264º Papa da Igreja e o primeiro Papa não italiano em 455 anos.

Durante seu pontificado viajou para 129 países e se encontrou com fiéis das mais diferentes crenças. Era capaz de se comunicar em 13 línguas diferentes. Entre 1979 e 2003 publicou 14 encíclicas e 15 exortações apostólicas. Seu pontificado foi marcado pelo diálogo inter-religioso com o Anglicanismo, Luteranismo, Judaísmo, Igreja Ortodoxa, Budismo, Islã e outras religiões. Sua diplomacia chegou a mediar o conflito entre Argentina e Chile (disputa do canal de Beagle), estabeleceu boas relações com Cuba e Haiti.  

Três meses depois de João Paulo II receber Mikhail Gorbachev no Vaticano, em dezembro de 1989, a Santa Sé estabeleceu relações diplomáticas com a União Soviética. Foi um passo adiante que contribuiu decisivamente para o fim da Cortina de Ferro. A luta contra o comunismo incluiu audiência com o presidente americano Ronald Reagan e a troca de correspondência diplomática com outros governos.

Estima-se que quatrocentos milhões de pessoas o viram em Roma ou durante suas viagens e que se reuniu com 738 chefes de Estado, entre eles 246 primeiros-ministros recebidos em audiência.

Como parte de sua ênfase especial na vocação universal à santidade, beatificou 1340 pessoas e canonizou 483 santos, quantidade maior que todos os seus predecessores juntos pelos cinco séculos passados.

Em 2000, ao visitar Jerusalém foi o primeiro Papa da história moderna a rezar no Muro das Lamentações, em Jerusalém. 

Faleceu no dia 02 de abril de 2005 e seu funeral em 8 de abril teve um número recorde de chefes de Estado presentes em um funeral. Quatro reis, cinco rainhas, pelo menos 70 presidentes e primeiros-ministros, e mais de 14 líderes de outras religiões participaram juntamente com os fiéis. É provável que tenha sido a maior peregrinação do Cristianismo, com números estimados em mais de quatro milhões de enlutados em Roma. Entre 250.000 e 300.000 pessoas assistiram ao evento de dentro dos muros do Vaticano.

Após a comprovação de dois milagres, sua canonização deu-se dia 27 de Abril de 2014, dia em que foi comemorada a festa da Divina Misericórdia, estabelecida por João Paulo II. A cerimônia conjunta foi celebrada pelo Papa Francisco e concelebrada pelo Papa Emérito Bento XVI.

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