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São Guilherme de Vercelas  

Abade  († 1142)        

Pope Francis during his weekly general audience in saint peter's square - June 15 2022

Antoine Mekary | ALETEIA

Guilherme nasceu no ano de 1085 em meio à nobreza, mas perdeu os pais em idade tenra e sua educação foi confiada a parentes. Aos quinze anos, de forma semelhante a São Francisco, decidiu renunciar ao mundo. Renunciou ao título de nobreza, vestiu um hábito grosseiro e de pés descalços foi levar uma vida de penitência. Por volta de 1099 partiu como peregrino para São Tiago de Compostela. Foram cinco anos de caminhada, a base de pão e água, vestido com pano de saco e dormindo noites no chão, cinco anos de conversa íntima com Deus e anúncio ardente do Evangelho pelo caminho.

Depois dessa peregrinação decidiu fazer outra rumo à Terra Santa. Voltou à Itália com o objetivo de partir para Jerusalém. Na Itália foi em busca de um navio, mas perto de Oria (Brindisi, no sul da Itália) foi atacado por um bando de criminosos. Naquele magro peregrino havia pouco para roubar e a decepção se transformou em violência. Guilherme foi espancado e forçado a interromper a viagem. Enquanto se recuperava, foi ao encontro de São João de Matera, que já o conhecia, e desconfiou que por trás do atentado que sofrera poderia estar escondido um sinal maior: o de dedicar-se ao apostolado na Itália. Guilherme refletiu e se convenceu. Partiu novamente e, em 1118, chegou ao sopé de uma montanha. Ele subiu os 1.500 metros do Montevergine, uma montanha do grupo dos Apeninos de Partenio, perto de Avelino, até parar em uma pequena clareira. Construiu então uma cabana, desejando tornar-se eremita e viver em solidão. Viveu sozinho somente um ano. 

Não demorou muito para que outras pessoas se unissem a ele e se pusessem sob sua orientação, tendo sido atraídas pela santidade de sua vida e pelos muitos milagres que teve a graça de realizar. Eram homens (alguns padres) atraídos pela vida eremítica, que formaram uma comunidade ao seu redor. Guilherme adotou a Regra Beneditina, com acentuada ênfase eremítica, mas aquele afluxo de pessoas também exigia uma atividade pastoral, uma “cura de almas”.

Não muito tempo depois, foi construído um mosteiro e foi fundada a Congregação dos Eremitas de Montevergine, ou Guilhermitas. São Guilherme viveu em Montevergine até que os irmãos começassem a murmurar contra ele, alegando que a vida ali era muito austera, que ele distribuía esmolas demais, e outras coisas mais. Diante deste quadro, Guilherme decidiu sair de Montevergine e terminar desta forma com as reclamações dos irmãos. 

Em 1128, confiou a comunidade ao futuro bem-aventurado Alberto e foi instalar-se em Lucânia, no monte Cognato, onde logo nasceu um mosteiro. Quando estava bem estabelecido, Guilherme partiu novamente, parando em Goleto, ainda na região de Avelino. Nesta localidade uma gigantesca árvore oca foi por um ano a sua cela, e ali novamente nasceu um mosteiro. Um mosteiro misto, isto é, com uma comunidade masculina e uma feminina, cada uma com sua própria sede e igreja.

O sul da Itália “adotou” carinhosamente aquele piemontês. A abadia de Montevergine prosperou graças a contínuas doações. Assim, se formou o que será chamada a Congregação Beneditina de Montevergine, e que terá uma vida mais que centenária. Em 1879, se fundirá com a Congregação Beneditina de Montecassino.

Entre os amigos coroados, mas acima de tudo sinceros, de Guilherme está Roger II, um rei normando. Foi a ele que o peregrino, que se tornou eremita e abade, visitou uma última vez quando suas forças estavam prestes a abandoná-lo. Guilherme faleceu em um de seus mosteiros de Irpinia, em Goleto, em 1142. 

Alguns bispos autorizaram seu culto público, que foi estendido a toda a Igreja, em 1785. Em 1807, seu corpo foi transferido de Goleto para Montevergine, onde ainda hoje se encontra. E o mesmo mosteiro, durante toda a Segunda Guerra Mundial, será o refúgio secreto e seguro do Santo Sudário de Turim. 

Oitocentos anos depois de sua morte, em 1942, Pio XII o proclamou Patrono Primário de Irpinia.

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