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Santa Ângela de Mérici

Religiosa (†1540)   

ANGELA

Benoit Lhoest CC

Santa Ângela de Mérici

Ângela nasceu no dia 21 de março de 1474, em Desenzano del Garda, no norte da Itália, no seio de uma família de classe média.

A vida provou-a duramente. Aos 10 anos ficou órfã de pai e, pouco depois, de mãe. Ela e sua irmã mais velha foram entregues, então, a um tio que vivia na cidade vizinha de Salò, também na Lombardia, que as criou num ambiente abastado. Nessa cidade, mesmo ainda muito jovem, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco.

A irmã mais velha não resistiu muito tempo e, infelizmente, acabou morrendo. Após a morte da irmã e do tio, Ângela, já em plena juventude, voltou para Desenzano, com o desejo de fazer algo  para educar meninas e jovens, sobretudo as expostas a perigos morais. Foi neste período que Ângela teve uma visão ou um sonho muito marcante. Viu uma multidão de donzelas, rodeadas de luz celeste e ao mesmo tempo ouviu uma voz dizendo: “Ângela, não deixarás a terra enquanto não tiveres fundado uma união de mulheres igual àquela que acabas de admirar”. Ângela viu nisto um sinal do alto.

Em 1516, a convite, Ângela mudou-se para Bréscia, para uma missão de consolo na casa de Caterina Patengola, que tinha perdido seu marido e dois filhos. Nesta cidade encontrou com Giovan Antonio Romano e logo formou um grupo de pessoas interessadas no seu ideal. Com elas visitava prisões, hospitais e cuidava dos pobres e abandonados. Impressionada com a decadência dos costumes familiares, consequência do espírito pagão, oriundo da Renascença, começou a concentrar suas atenções na educação de meninas e moças, de quem dependeria, em larga escala, a saúde moral das famílias.

Em 1524 Ângela fez uma peregrinação à Terra Santa. Durante a viagem Ângela adoeceu e perdeu a visão, de modo que não viu nada, a não ser com os olhos da fé. Na viagem de volta o navio aportou na Ilha de Cândia. Perto do porto havia um santuário que conservava um crucifixo milagroso. Ela dirigiu-se para lá, pedindo a Jesus que lhe restituísse a vista. Sua oração foi ouvida e ela se levantou curada. Para demonstrar sua gratidão fez uma romaria a Roma, por ocasião do Jubileu de 1525. O Papa Clemente VII recebeu-a em audiência, examinou seus projetos e abençoou a obra, que parecia ter sido imposta pela Divina Providência.

Em 25 de novembro de 1535, no dia de Santa Catarina, Ângela e 28 jovens mulheres formaram a Ordem da Ursulinas, em honra de Santa Úrsula. Em 1536 as regras da nova ordem foram estabelecidas, clarificando seu plano de restaurar os valores familiares e o cristianismo através da educação de meninas. Em 1537 foi eleita superiora por unanimidade.

Santa Ângela morreu no dia 27 de janeiro de 1540 em Bréscia e foi sepultada na antiga Igreja de Santa Afra e Deus permitiu muitos milagres no túmulo de sua serva. O corpo da Santa ficou incorrupto.

Em 1580, São Carlos Borromeu, Bispo de Milão, inspirado pelo trabalho das Ursulinas em Bréscia, incentivou a fundação das casas Ursulinas em toda a diocese no norte da Itália. Carlos também incentivou as Ursulinas a viverem em comunidades e não em suas próprias casas. São Carlos Borromeu iniciou o processo de beatificação que foi concluído em 1768 e no dia 30 de abril deste mesmo ano foi beatificada pelo Papa Clemente XII.

O Papa Pio VII canonizou-a em 24 de maio de1807.

Em 1861, Pio IX estendeu sua veneração para a Igreja Universal.

Em 1903, as várias comunidades ursulinas constituíram uma federação. Sua finalidade apostólica continuou sendo aquela que fora dada pela própria santa Ângela: a educação de juventude feminina, sobretudo das futuras mães de família, a assistência aos pobres e enfermos e a conservação dos bons costumes.

Em 1962 Santa Ângela Merici foi proclamada a principal padroeira de Desenzano por um decreto da Sagrada Congregação dos Ritos.

Ângela nasceu no dia 21 de março de 1474, em Desenzano del Garda, no norte da Itália, no seio de uma família de classe média.

A vida provou-a duramente. Aos 10 anos ficou órfã de pai e, pouco depois, de mãe. Ela e sua irmã mais velha foram entregues, então, a um tio que vivia na cidade vizinha de Salò, também na Lombardia, que as criou num ambiente abastado. Nessa cidade, mesmo ainda muito jovem, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco.

A irmã mais velha não resistiu muito tempo e, infelizmente, acabou morrendo. Após a morte da irmã e do tio, Ângela, já em plena juventude, voltou para Desenzano, com o desejo de fazer algo  para educar meninas e jovens, sobretudo as expostas a perigos morais. Foi neste período que Ângela teve uma visão ou um sonho muito marcante. Viu uma multidão de donzelas, rodeadas de luz celeste e ao mesmo tempo ouviu uma voz dizendo: “Ângela, não deixarás a terra enquanto não tiveres fundado uma união de mulheres igual àquela que acabas de admirar”. Ângela viu nisto um sinal do alto.

Em 1516, a convite, Ângela mudou-se para Bréscia, para uma missão de consolo na casa de Caterina Patengola, que tinha perdido seu marido e dois filhos. Nesta cidade encontrou com Giovan Antonio Romano e logo formou um grupo de pessoas interessadas no seu ideal. Com elas visitava prisões, hospitais e cuidava dos pobres e abandonados. Impressionada com a decadência dos costumes familiares, consequência do espírito pagão, oriundo da Renascença, começou a concentrar suas atenções na educação de meninas e moças, de quem dependeria, em larga escala, a saúde moral das famílias.

Em 1524 Ângela fez uma peregrinação à Terra Santa. Durante a viagem Ângela adoeceu e perdeu a visão, de modo que não viu nada, a não ser com os olhos da fé. Na viagem de volta o navio aportou na Ilha de Cândia. Perto do porto havia um santuário que conservava um crucifixo milagroso. Ela dirigiu-se para lá, pedindo a Jesus que lhe restituísse a vista. Sua oração foi ouvida e ela se levantou curada. Para demonstrar sua gratidão fez uma romaria a Roma, por ocasião do Jubileu de 1525. O Papa Clemente VII recebeu-a em audiência, examinou seus projetos e abençoou a obra, que parecia ter sido imposta pela Divina Providência.

Em 25 de novembro de 1535, no dia de Santa Catarina, Ângela e 28 jovens mulheres formaram a Ordem da Ursulinas, em honra de Santa Úrsula. Em 1536 as regras da nova ordem foram estabelecidas, clarificando seu plano de restaurar os valores familiares e o cristianismo através da educação de meninas. Em 1537 foi eleita superiora por unanimidade.

Santa Ângela morreu no dia 27 de janeiro de 1540 em Bréscia e foi sepultada na antiga Igreja de Santa Afra e Deus permitiu muitos milagres no túmulo de sua serva. O corpo da Santa ficou incorrupto.

Em 1580, São Carlos Borromeu, Bispo de Milão, inspirado pelo trabalho das Ursulinas em Bréscia, incentivou a fundação das casas Ursulinas em toda a diocese no norte da Itália. Carlos também incentivou as Ursulinas a viverem em comunidades e não em suas próprias casas. São Carlos Borromeu iniciou o processo de beatificação que foi concluído em 1768 e no dia 30 de abril deste mesmo ano foi beatificada pelo Papa Clemente XII.

O Papa Pio VII canonizou-a em 24 de maio de1807.

Em 1861, Pio IX estendeu sua veneração para a Igreja Universal.

Em 1903, as várias comunidades ursulinas constituíram uma federação. Sua finalidade apostólica continuou sendo aquela que fora dada pela própria santa Ângela: a educação de juventude feminina, sobretudo das futuras mães de família, a assistência aos pobres e enfermos e a conservação dos bons costumes.

Em 1962 Santa Ângela Merici foi proclamada a principal padroeira de Desenzano por um decreto da Sagrada Congregação dos Ritos.

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