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Beato Manés de Gusmão

Presbítero (†1236, aprox.)          

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Roman Zaiets | Shutterstock

Manés nasceu em Caleruega , província de Burgos , Espanha , por volta dos anos 1170.  Era o segundo filho de Félix Núñez de Guzmán e da Beata Juana de Aza. O terceiro filho do casal foi o grande São Domingos de Gusmão. Assim, Manés era irmão de sangue de São Domingos.

Recebeu a educação primária de seus pais e de seu tio o arcipreste Gonzalo de Aza em Gumiel de Izán. Diz-se que chegou a ingressar no mosteiro cisterciense da região de Caleruega 

De temperamento dócil, inclinado ao silêncio e ao recolhimento, chamavam-no de “o contemplativo”. 

Trabalhou primeiramente junto ao ilustre irmão nos distritos de Languedoc para restaurar os hereges albigenses à verdadeira fé. Aos esforços e suores, a exemplo de São Domingos, acrescentou orações e penitências conhecidas apenas por Deus. 

Assim que a ordem dos dominicanos foi fundada foi um dos primeiros a receber o hábito das mãos de seu irmão, em 1215, a quem imitou fielmente em espírito e obras. Já era sacerdote quando entrou para a ordem dos dominicanos. Em 1217, foi enviado à universidade de Paris e, em 1218, fundou o célebre convento de São Tiago (Saint Jacques). 

No ano seguinte seu irmão ordenou que, acompanhado por Frei Miguel de Fabra, fizesse uma viagem à Espanha para consolidar e fortalecer as novas casas da Ordem em seu país de origem. Em Madri para fundou um mosteiro dominicano feminino, do qual foi diretor pelo menos até 1221. Seu amor pela vida contemplativa e a experiência dos caminhos de Deus tornaram-no particularmente capaz de guiar aquele claustro fervoroso nos caminhos da perfeição, segundo o espírito da Ordem. 

Após a canonização de seu irmão Domingos, a 3 de julho de 1234, foi a Caleruega propor a construção de uma igreja no local onde o novo santo havia nascido, local que mais tarde seria um mosteiro para contemplativos, ainda existente. Manés não se destaca por sua obra escrita, mas por seus trabalhos no desenvolvimento da Ordem Dominicana. Sua principal contribuição foi compartilhar do projeto de fundação do seu irmão Domingos, um apoio afetivo e efetivo que Domingos sem dúvida apreciaria. Seus principais traços nos remetem ao zelo com que cumpria as incumbências de Domingos. Finalmente, seu principal legado foi manter viva a tradição e a memória de Domingos de várias maneiras: promoção de mosteiros e comemoração em Caleruega da vida do irmão.

Finalmente, em 1236, em sua terra natal, Caleruega, em Gumiel d’Izan, adormeceu no Senhor, rico em virtudes e méritos. 

Foi sepultado com grande honra em São Pedro di Gumiel, um mosteiro cisterciense, onde já estavam alguns membros de sua família, incluindo a sua mãe beata Juana Aza. Seu túmulo ficou famoso pelos milagres que aconteceram junto a ele. 

Em 2 de junho de 1834, o Papa Gregório XVI procedeu a beatificação do dominicano e confirmou seu culto.

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