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São Vicente de Saragoça

Diácono e Mártir (†304)

VINCENT

Public Domain

São Vicente de Saragoça

Vicente era descendente de uma família consular de Huesca, Espanha, e sua mãe, segundo a tradição, era irmã do mártir São Lourenço. Começou a seguir a carreira eclesiástica em Saragoça, ao lado do bispo Valero. Por sua falta de facilidade de expressão, o bispo o nomeou primeiro diácono para supri-lo na sagrada cátedra.

Neste período, o imperador Diocleciano decretou uma das mais cruéis perseguições contra os cristãos e na Espanha quem a levou à cabo foi o governador Públio Daciano. As prisões, antes reservadas a delinquentes comuns, logo se encheram de bispos, presbíteros e diáconos. Públio Daciano, ao passar por Barcelona, executou São Cucufate e a menina Santa Eulália. Quando atingiu Saragoça, mandou prender o bispo e seu diácono, Valero e Vicente, que foram transferidos para Valência, (episódio singular, pois Saragoça e Valência pertenciam a províncias distintas, uma à Tarraconense, a outra à Cartaginense, cada uma com o seu próprio governador).

Em Valência foi feito o primeiro interrogatório. Vicente respondeu por ele e pelo bispo Valero. Públio Daciano irritou-se, mandando Valero para o desterro e submeteu Vicente à tortura. Seu corpo foi dilacerado com unhas metálicas enquanto o juiz intimava o mártir à abjuração. Vicente recusou abjurar. Públio Daciano ofereceu-lhe, então, o perdão se lhe entregasse os livros sagrados, mas Vicente mais uma vez recusou. Exasperado, o governador mandou aplicar-lhe novamente o supremo tormento, colocando-o sobre um leito de ferro incandescente. Nada pôde abater a fortaleza do mártir que, recordando seu tio São Lourenço, sofreu o tormento entre as chamas sem se queixar. Atiraram-no então num calabouço, escuro e fétido “um lugar mais negro que as próprias trevas”, relatou Prudêncio. Públio Daciano deixou que curassem o mártir para submetê-lo a novas torturas. Os cristãos se apressaram em curá-lo, mas ele não resistiu às sequelas, falecendo a 22 de janeiro do ano 304.

Após a morte, houve relatos de acontecimentos miraculosos, como o episódio do regresso do corpo a terra, após ter sido lançado ao mar. Poucos anos depois, a partir de 313, no tempo do imperador Constantino, construiu-se um sepulcro em Valência, que mais tarde daria lugar uma basílica, onde o corpo era venerado pelos devotos.

No início do século V na África, o dia de São Vicente era celebrado com grande solenidade. O próprio Santo Agostinho chegou a redigir, entre 410 e 412, alguns sermões importantes. No século VI, o seu culto estava atestado num calendário litúrgico de Cartago, escrito entre 506 e 535.

A memória de São Vicente, padroeiro principal do patriarcado de Lisboa e da diocese do Algarve, é evocada pela Igreja no dia 22 de janeiro.

Vicente era descendente de uma família consular de Huesca, Espanha, e sua mãe, segundo a tradição, era irmã do mártir São Lourenço. Começou a seguir a carreira eclesiástica em Saragoça, ao lado do bispo Valero. Por sua falta de facilidade de expressão, o bispo o nomeou primeiro diácono para supri-lo na sagrada cátedra.

    Neste período, o imperador Diocleciano decretou uma das mais cruéis perseguições contra os cristãos e na Espanha quem a levou à cabo foi o governador Públio Daciano. As prisões, antes reservadas a delinquentes comuns, logo se encheram de bispos, presbíteros e diáconos. Públio Daciano, ao passar por Barcelona, executou São Cucufate e a menina Santa Eulália. Quando atingiu Saragoça, mandou prender o bispo e seu diácono, Valero e Vicente, que foram transferidos para Valência, (episódio singular, pois Saragoça e Valência pertenciam a províncias distintas, uma à Tarraconense, a outra à Cartaginense, cada uma com o seu próprio governador).

    Em Valência foi feito o primeiro interrogatório. Vicente respondeu por ele e pelo bispo Valero. Públio Daciano irritou-se, mandando Valero para o desterro e submeteu Vicente à tortura. Seu corpo foi dilacerado com unhas metálicas enquanto o juiz intimava o mártir à abjuração. Vicente recusou abjurar. Públio Daciano ofereceu-lhe, então, o perdão se lhe entregasse os livros sagrados, mas Vicente mais uma vez recusou. Exasperado, o governador mandou aplicar-lhe novamente o supremo tormento, colocando-o sobre um leito de ferro incandescente. Nada pôde abater a fortaleza do mártir que, recordando seu tio São Lourenço, sofreu o tormento entre as chamas sem se queixar. Atiraram-no então num calabouço, escuro e fétido “um lugar mais negro que as próprias trevas”, relatou Prudêncio. Públio Daciano deixou que curassem o mártir para submetê-lo a novas torturas. Os cristãos se apressaram em curá-lo, mas ele não resistiu às sequelas, falecendo a 22 de janeiro do ano 304.

    Após a morte, houve relatos de acontecimentos miraculosos, como o episódio do regresso do corpo a terra, após ter sido lançado ao mar. Poucos anos depois, a partir de 313, no tempo do imperador Constantino, construiu-se um sepulcro em Valência, que mais tarde daria lugar uma basílica, onde o corpo era venerado pelos devotos.

    No início do século V na África, o dia de São Vicente era celebrado com grande solenidade. O próprio Santo Agostinho chegou a redigir, entre 410 e 412, alguns sermões importantes. No século VI, o seu culto estava atestado num calendário litúrgico de Cartago, escrito entre 506 e 535.

    A memória de São Vicente, padroeiro principal do patriarcado de Lisboa e da diocese do Algarve, é evocada pela Igreja no dia 22 de janeiro.

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