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São Tomás Moro

Leigo, filósofo, homem de estado, diplomata (†1535)

TOMASZ MORUS

Wikipedia | Domena publiczna

Tomás Moro nasceu no dia 07 de fevereiro de1478, em Londres, no Reino Unido. Era filho do juiz Sir John More, investido cavaleiro por Eduardo IV, e de Agnes Graunger. Sua família cristã educou seus filhos na fé.

Com apenas treze anos foi trabalhar como mensageiro do arcebispo diocesano de Canterbury. Constatando inteligência brilhante de seu mensageiro, o bispo enviou-o para estudar na Universidade de Oxford. Mesmo sendo juiz, o pai de Tomás More enviava para o filho somente o necessário para suas despesas.

Tomás Moro recebeu o título de doutor em Direto aos vinte e dois anos e se tornou um professor brilhante. Sem dinheiro, sua distração era ler e escrever bons livros. Tinha uma mente brilhante, era culto, grande intelectual e muito simpático. Além disso, era dono de um fino humor e fortíssima devoção cristã.

Tomás Moro pensou seriamente em se tornar religioso. Por isto, viveu durante quatro anos num mosteiro, mas viu que não tinha vocação monástica. Depois, tentou ser franciscano, mas viu que este também não seria o seu caminho.

Sobre sua vida privada disse João Paulo II: “A sua sensibilidade religiosa levou-o a procurar a virtude através duma assídua prática ascética: cultivou relações de amizade com os franciscanos conventuais de Greenwich e demorou-se algum tempo na cartuxa de Londres, que são dois dos focos principais de fervor religioso do Reino. Sentindo a vocação para o matrimônio, a vida familiar e o empenho laical, casou-se em 1505 com Joana Colt, com quem teve quatro filhos. Tendo esta falecido em 1511, Tomás desposou em segundas núpcias Alice Middleton, já viúva com uma filha. Ao longo de toda a sua vida, foi um marido e pai afetuoso e fiel, cooperando intimamente na educação religiosa, moral e intelectual dos filhos. A sua casa acolhia genros, noras e netos, e permanecia aberta a muitos jovens amigos que andavam à procura da verdade ou da própria vocação. Além disso, na vida de família dava-se largo espaço à oração comum e à lectio divina, e a sadias formas de recreação doméstica. Diariamente, Thomas participava na Missa na igreja paroquial, mas as austeras penitências que abraçava eram conhecidas apenas por seus familiares mais íntimos.”

A contribuição de São Tomás Moro para a literatura universal foi marcante. Ele foi autor de obras famosas, tais como: “O diálogo do conforto contra as tribulações”, que se tornou um dos livros mais respeitados de toda a literatura britânica. Ele escreveu ainda outros livros famosos como: “Utopia” e “Oração para o bom humor”.

Em 1529, São Tomás Moro tornou-se chanceler do Parlamento inglês, sob o reinado de Henrique VIII. No ano seguinte, o rei quis divorciar-se rainha Catarina de Aragão. Sua intenção era unir-se à cortesã Ana Bolena. Houve longa polêmica sobre o assunto, de forma que a Igreja e o país se envolveram. Henrique VIII repudiou Catarina de Aragão e casou-se com Ana. Para tanto, usou o Parlamento da Inglaterra. Este, se dobrou diante do rei e proclamou o Ato de Supremacia. Este ato dava poderes de chefes da Igreja local ao rei e a seus sucessores. Depois da anular o poder eclesiástico, Henrique VIII decretou que seus opositores fossem presos e mortos. Entre os opositores estavam o chanceler Tomás Moro e o bispo João Fisher.

Ambos foram decapitados. Dom João, o bispo, morreu primeiro, no dia 22 de junho de 1535 e duas semanas mais tarde, São Tomás Moro foi martirizado da mesma forma. Sua família chegou a pedir que ele renegasse a fé e fugisse com eles, mas ele não aceitou. Preferiu a morte a renegar sua fé.

São Tomás Moro e o santo bispo Dom João Fisher tornaram-se mártires da Inglaterra. Deram testemunho cristão até o fim, defenderam a unidade da Igreja Católica Apostólica Romana, numa época de muita violência e desordenadas paixões.

Foi beatificado no dia 29 de dezembro de 1886, em Florença pelo Papa Leão XIII.

A canonização foi numa cerimônia, no dia 19 de maio de 1935, em Roma, presidida pelo Papa Pio XI.

No ano 2000, o Papa João Paulo II declarou São Tomás Moro o Padroeiro dos Políticos.

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