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São Turíbio Romo

Presbítero e Mártir (†1928)

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No dia 16 de abril de 1900, Turíbio Romo González nasceu em Santa Ana de Guadalupe, localizada na freguesia de Jalostotitlán, Jalisco, México, numa família mexicana de condições humildes, onde realmente se trabalhava para poder comer e onde até as crianças tinham que fazer a sua parte. Assim, ninguém mais que seus pais se opuseram quando ele entrou no seminário, pois seus braços fortes eram úteis à manutenção da família.

Em 1912, ele entrou no Seminário Menor em San Juan de los Lagos. No entanto, no seminário também não tinha dinheiro para comprar livros. Sua sorte foi que em casa havia Maria, a irmã mais velha, que cuidava de sua vocação, trabalhando nos campos em seu lugar e reservando dinheiro para pagar seus estudos.

Em 1922, foi ordenado sacerdote e celebrou sua primeira missa no dia 5 de janeiro de 1923. Dedicou-se especialmente para a catequese. Nas diversas paróquias para onde foi enviado, em primeiro lugar, ele organizava a Ação Católica, ensinava o catecismo às crianças, mas acima de tudo, ajudava os pobres e apoiava os trabalhadores. Ele trabalhou nas paróquias de Sayula, Tuxpan, Yahualica e Cuquío.

Em setembro de 1927, o governo lhe ordenou que se limitasse à sua residência e o desautorizou a rezar o rosário em público ou celebrar a missa. Em meio a esta perseguição anticlerical, revolta que foi chamada dos “Cristeros”, foi designado a ser pároco de Tequila. Ele sempre difundia seu grande amor à Eucaristia, sua forte espiritualidade e ficava longas horas em oração. Quando não estava circulando para administrar os sacramentos, para achá-lo era só ir à igreja e encontrá-lo diante do Santíssimo. “Não me deixe um único dia sem a Eucaristia”, era a sua oração diária. No entanto, foi obrigada a tornar-se um “padre incógnito”, que batizava, pregava e celebrava clandestinamente para escapar à “caça ao padre,” que o general Calles estabelecera no México.

Em dezembro de 1927, o irmão Roman foi ordenado sacerdote e o bispo o designou como pároco assistente de Padre Turíbio. Com eles também vai morar a irmã mais velha, Maria, que continuou a cuidar dos dois, sendo como uma “Mamá” que os ajudava no ensino do catecismo. Estabeleceram seu “quartel general” em uma antiga fábrica de tequila, onde secretamente celebravam a eucaristia. Ali, durante a primeira comunhão de um grupo de crianças, Padre Turíbio encontrou forças para dizer: “Jesus, você aceitaria meu sangue pela paz no México?”

Às cinco da manhã do sábado, 25 de fevereiro de 1928, quis celebrar a Eucaristia, mas, sentindo-se muito cansado e sonolento, preferiu dormir um pouco mais ‘para celebrar melhor’. Passara o dia anterior inteiro organizando os arquivos da paróquia e estava muito cansado. De repente, foi despertado por um grupo armado, liderado por um fazendeiro local, que invadiu o quarto em que dormia. Apontando para Padre Turíbio disse para os outros homens: “Este é o padre”. A resposta do Padre Turíbio, não foi nada heroica: “Sim, eu sou o padre, mas não me mate”. Um soldado atirou nele e Padre Turíbio levantou-se da cama. Deu alguns passos vacilantes até que uma segunda bala o levou a cair nos braços de sua irmã, em lágrimas, que gritou em voz alta: “Coragem, Padre Turíbio… Cristo misericordioso, receba-o! Viva Cristo, o Cristo Rei!”

Em uma maca improvisada o corpo do mártir foi levado para a praça e exposto ao escárnio e obscenidades de seus assassinos, mas os paroquianos foram capazes de recuperá-lo e dar-lhe uma digna sepultura no dia seguinte, com um funeral que mais parecia a “canonização popular” de padre Turíbio.

Pouco tempo depois começaram a acontecer milagres no local: a ele recorriam, especialmente, pacientes com câncer, mulheres que queriam filhos e imigrantes, regulares ou clandestinos, que atravessavam as fronteiras rezar para ele. “VIPs” e jogadores também chegavam ao seu túmulo, levados pelo que a mídia mexicana definiu como “toribiomania”. Ninguém pôde explicar a popularidade de que gozava aquele simples jovem sacerdote e a chuva de graças especiais, com milagres, que atraíam à sua pequena aldeia natal até duzentos ônibus a cada final de semana.

São João Paulo II o beatificou no dia 22 de novembro de 1992 e o canonizou em 21 de maio de 2000.

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