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Santa Melânia

Mãe do deserto (†439)

THE HISTORICAL LIGHTHOUSE OF CORDOUAN AT LOW TIDE

By Melanie Lemahieu | SHUTTERSTOCK

Santo do dia


Melânia nasceu em Roma, aproximadamente em 383, durante o reinado do Imperador Honório, filha de Albina e Publícola e era neta de Melânia, a Velha.
Não se sabe muito sobre sua infância devido à escassez de fontes. Casou-se aos 13 anos com Valério Piniano com quem teve dois filhos, que faleceram ainda crianças. Aos 20 anos, decidiu viver em continência com seu marido e ambos se devotaram a vida religiosa. Venderam suas propriedades na Itália, Sicília, África e Bretanha e usaram o dinheiro em obras de caridade. Sabe-se que Melânia ainda tinha uma propriedade na Hispânia, que foi vendida quando ela chegou à Palestina. Todo seu patrimônio rendia-lhe 120.000 soldos anuais.
Deixou Roma, em 408, devido às invasões visigóticas na Itália, lideradas por Alarico e Ataúlfo. Nos dois anos seguintes, viveu com seu marido próximo de Messina, na Sicília, onde viveram uma vida monástica com ex-escravos. Em 410, juntamente com a mãe de Melânia, foram para a África, onde viveram por sete anos. Neste ínterim mantiveram contato com Santo Agostinho e Santo Alípio. Melânia devotou seu tempo a obras de caridade, construindo um convento no qual tornou-se superiora. Em 417, o casal foi para Alexandria, no Egito, e depois para Palestina, onde se estabeleceram.
Em Jerusalém, viveram por um ano em uma hospedaria de peregrinos, onde encontraram-se com São Jerônimo. Nesta mesma época, Melânia viajou pelo Egito onde visitou diversas comunidades monásticas e eremíticas. Ao retornar a Jerusalém viveu 12 anos num eremitério próximo do Monte das Oliveiras. Em 431, antes da morte de sua mãe, iniciou a construção de um mosteiro perto do Monte das Oliveiras, do qual assumiu a manutenção, mas se recusou a ser superiora. Neste convento, após a morte de seu marido, construiu um claustro para homens, uma capela e depois uma igreja.
Em 437, foi para Constantinopla, onde ajudou na conversão de seu tio Volusiano (que era embaixador na corte de Teodósio II) e no conflito contra o nestorianismo.
Em 439, encontrou-se com a imperatriz Élia Eudócia durante sua peregrinação à Palestina. Melânia faleceu em Belém em 31 de dezembro do mesmo ano. Santo Agostinho dedicou-lhe seu livro ‘Sobre a Graça e Pecado’ (De Gratia et Peccato).
A Igreja começou a venerá-la pouco depois de sua morte, mas ficou quase desconhecida na Igreja Ocidental por muitos anos, por conta do cisma entre as duas Igrejas. Ficou mais conhecida após a publicação da história de sua vida pelo cardeal Mariano Rampolla, em Roma, no ano de 1905.
Em 1908, papa Pio X conferiu-lhe um ofício na congregação do clero, em Somarcha. A vida de Melânia foi envolta em obscuridade até quase os dias atuais e muitas pessoas atualmente a confundem, inteira ou parcialmente, com sua avó homônima. O conhecimento preciso de sua vida provém da descoberta de dois manuscritos: o primeiro, em latim, encontrado por Rampollo no Mosteiro do Escorial – Madri, em 1884, e o segundo, uma biografia em grego, está na Biblioteca Barberini. Rampollo publicou ambas as descobertas no Vaticano.

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