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Bem-aventurada Madre Assunta Marchetti

Religiosa (†1948)

DURING POPE FRANCIS mass for the 10th World Meeting of Families

Antoine Mekary | ALETEIA

Maria Assunta Catarina Marchetti nasceu na Itália, na cidadezinha de Lombrici di Camaiore, Província de Luca, no dia 15 de agosto de 1871, data da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Era a terceira filha, numa família de dez irmãos. Os pais de Assunta, assim como tantos italianos daquela região, trabalhavam com agricultura e com a moagem de grãos. Desde muito pequena, Assunta sentia um chamado para a vida religiosa. Essa vocação foi ainda mais acentuada nela quando seu irmão mais velho, o futuro padre José Marchetti, entrou no seminário no ano de 1892, em Luca. Após a formação seminarística, padre José ficou profundamente tocado pela dura realidade de seus compatriotas: em virtude da difícil situação econômica muitos italianos estavam imigrando para o novo mundo, particularmente para o Brasil. É assim que o irmão de Assunta toma uma decisão que deverá mudar não só a vida dele como também a sua. Ele se tornou missionário de São Carlos Borromeu, a congregação fundada não muitos anos antes pelo bispo de Piacenza, o bem-aventurado Dom João Batista Scalabrini. Em 1894, o padre José Marchetti embarca para o Brasil: está determinado a dar a assistência espiritual para aquela massa de imigrantes que ruma para o desconhecido. No final do século XIX, milhares de italianos tentavam a sorte no Brasil. A travessia do Atlântico não era nada fácil: por vezes acontecia de alguns imigrantes morrerem durante o difícil caminho. De fato, numa dessas travessias, uma pobre mãe morreu ainda na embarcação, deixando uma filha pequenina órfã. O pai, desesperado não viu outro remédio senão deixar aos cuidados do padre a pequena órfã: esse foi o ponto de partida para padre José Marchetti; compreendeu que Deus o chamava para outra obra não menos importante: cuidar das crianças abandonadas. Por esse motivo, começa a construção de um orfanato: o Orfanato Cristóvão Colombo, na cidade de São Paulo. Sentindo-se sozinho diante da obra que começava a crescer – havia já cerca de 200 crianças no orfanato de padre José – ele resolveu voltar para a Itália em busca de reforços. A primeira pessoa que lhe veio em mente foi sua irmã, Assunta. No princípio ela não se sentiu atraída pela ideia: ela tinha o desejo de se tornar irmã de clausura… mas seu irmão, inspirado pela Divina Providência, soube convencê-la, a ponto de levá-la para conhecer pessoalmente o bispo Dom Scalabrini. Em 1895, Maria Assunta, agora convencida que era Deus mesmo quem a chamava para uma obra maior, emitiu seus votos nas mãos de Dom Scalabrini.

No dia 27 de outubro desse mesmo ano, partiram para o Brasil, ela, seu irmão e mais um pequeníssimo grupo de irmãs. Foram os primeiros anos difíceis para a pequena família religiosa: Madre Assunta fazia o papel de superiora, mas também não hesitava em assumir as tarefas mais humildes que se apresentavam no dia a dia da vida em comum. Foram anos difíceis não só pela penúria em que viviam, mas também porque seu irmão, o Pe. Marchetti, com apenas 27 anos de idade, morreria logo em seguida, no ano de 1896, vitimado por uma febre tifoide. Apesar dessa grande perda, a vida continuou. O campo primeiro de ação da pequena comunidade eram os órfãos e os cuidados com os imigrantes italianos. Aos poucos a ação caritativa foi se ampliando: órfãos, mendigos, brancos, negros… enfim, todos os necessitados encontravam repouso e consolação na casa das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu, na Vila Prudente, em São Paulo. Vivia para o próximo: muitas vezes, via no doente a presença do Cristo. Frequentemente se recolhia em oração diante do Santíssimo Sacramento. 

Após mais de cinquenta anos vivendo como missionária em São Paulo, Madre Assunta, por causa das complicações de um antigo ferimento numa perna, viria a falecer no dia 1 de julho de 1948. 

Após o início do processo canônico, na Catedral da Sé, em São Paulo, no dia 25 de outubro de 2014, Madre Assunta foi declarada Bem-aventurada. No dia seguinte, o Papa Francisco durante o ângelus na Praça São Pedro assim se pronunciou: “Ontem em São Paulo, no Brasil, foi proclamada Beata Madre Assunta Marchetti, nascida na Itália, co-Fundadora das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu — Scalabrinianas. Ela foi uma religiosa exemplar no serviço aos órfãos dos emigrantes italianos; e via Jesus presente nos pobres, nos órfãos, nos enfermos e nos migrantes. Demos graças a Deus por esta mulher, modelo de missionariedade incansável e de dedicação intrépida no serviço de caridade. Esta é uma exortação e acima de tudo uma confirmação daquilo que já dissemos antes, em relação à busca do rosto de Deus no irmão e na irmã necessitados”.

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