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Meditação do diasexta 22 Outubro

Os sinais dos tempos são indícios

 

O Concílio Vaticano II, com uma expressão retomada da linguagem do próprio Jesus, designa como “sinais dos tempos” os indícios significativos da presença e da ação do Espírito de Deus na história.

Hoje, a advertência dirigida por Jesus aos Seus contemporâneos ressoa forte e salutar também para nós: “Sabeis interpretar o aspecto do céu mas, quanto aos sinais dos tempos, não sois capazes de os interpretar?” Na perspectiva da fé cristã, o convite a discernir os sinais dos tempos corresponde à novidade escatológica, introduzida na história pela vinda do Verbo entre nós.

Com efeito, Jesus convida ao discernimento em relação às palavras e obras, que testemunham o iminente advento do Reino do Pai. Antes, Ele orienta e concentra todos os sinais no enigmático “sinal de Jonas”. E com isto altera a lógica mundana que tende a procurar sinais que confirmem o desejo de autoafirmação e de poder do homem. Como ressalta o apóstolo Paulo, “enquanto os judeus pedem sinais e os gregos buscam a sabedoria, nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios” (1Cor 1,22-23).

Como primogênito entre muitos irmãos, Cristo é o primeiro a vencer em Si mesmo a “tentação” diabólica de Se servir de meios mundanos, para realizar a vinda do Reino de Deus. Isto ocorreu desde o momento das provas messiânicas no deserto até ao sarcástico desafio que Lhe foi dirigido, enquanto estava pregado na cruz: “Se és Filho de Deus, desce da cruz!” (Mt 27,40). Em Jesus crucificado acontece como que uma transformação e concentração dos sinais: Ele mesmo é o “sinal de Deus”, sobretudo no mistério da Sua morte e ressurreição. Para discernir os sinais da Sua presença na história, é preciso libertar-se de toda a pretensão mundana e acolher o Espírito que “tudo penetra, até às profundezas de Deus” (1Cor 2, 10).

 

Papa São João Paulo II

Audiência Geral, 23 de setembro de 1998, 3-4

264° Papa da Igreja Católica (1920-2005)

 

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