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São Paulo I

Papa (†767)

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Dois papas irmãos: um sucedendo ao outro na cátedra de Pedro. Apenas uma vez isto aconteceu na história da Igreja Católica. Ao falecer Estevão II, em Latrão, antes mesmo do funeral, a maioria do clero, nobres e pessoas de Roma chamaram o diácono Paulo para a sucessão do Papa o seu irmão biológico. Ele foi fiel a seu irmão até o fim e agora estaria seu lugar, para guiar a Igreja em uma situação completamente nova.

Na época de Estêvão II, quando terminou o domínio do Império do Oriente sobre Roma e sobre grande parte da Itália central, tais territórios foram rapidamente tomados pelo rei lombardo Astolfo, que tomou Roma e saqueou as catacumbas fora da cidade,

Do reino dos francos veio então socorro do rei Pepino (chamado de “o Breve” por causa de sua baixa estatura), que com duas campanhas militares retomou estes territórios, colocando-os sob a soberania de Estêvão II. Este, em troca, reconheceu e consagrou como rei dos francos a descendência de Clóvis.

Assim, Paulo Pontífice, se encontra líder espiritual da Igreja e soberano temporal dos territórios italianos. Um evento de grande importância: depois de séculos, a Itália não depende mais de reis estrangeiros e se vê, por enquanto, com “o melhor dos governos nacionais já experimentados”, segundo o historiador Corrado Barbagallo. Mas, ao mesmo tempo, a missão espiritual da Igreja se encontra misturada com políticas terrenas. E é precisamente a Paulo I que toca experimentar as primeiras novidades. O rei lombardo Desidério (sucessor de Astolfo) tenta um desembarque bizantino na Itália. O imperador do Oriente tenta colocar Pepino contra Roma, entrelaçando questões políticas e territoriais com os debates teológicos. E o próprio rei Pepino, por mais amigo e bom cristão que fosse, foi muito lento em devolver ao papa as várias cidades que ele conquistou dos lombardos. Então, o chefe da Igreja também teve de agir como chefe de estado para retomá-los.

Paulo I foi considerado resgatador de muitas relíquias de mártires cristãos: retirou muitas delas das catacumbas (sempre expostas aos saques) para expô-las à adoração dos fiéis nas igrejas.

E em sua época era o melhor amigo dos presidiários: ele os visitava regularmente, perambulando de uma prisão para outra, à noite, ajudando famílias, resgatando os que estavam prisioneiros por causa de dívidas.

Além disso, coube a Paulo I afrontar primeiro os soberanos, tanto o bizantino quanto o longobardo, e manter boa política com Pepino, dando advertências num dia e num outro dando presentes e elogios.

Perto de completar o décimo ano de seu pontificado foi atenuado o conflito político. Mas, a vida de Paulo I também estava no fim. No início do verão foi atingido por uma “febre maligna”, provavelmente malária, e faleceu em um mosteiro perto da basílica de São Paulo Fora dos Muros.

Não foi possível celebrar o funeral imediatamente, porque no dia de sua morte um tumulto irrompeu em Roma. O corpo foi enterrado pela primeira vez na basílica de São Paulo e, três meses depois, foi transferido para São Pedro.

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