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Beata Paulina von Mallinckrodt

Religiosa (†1881)

PERSON

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Paulina de Mallinckrodt, nasceu em Minden (Vestfália) na Alemanha, em 3 de junho de 1817. Era a filha mais velha de Detmar von Mallinckrodt, um protestante, descendente de tradicional família de Dortmund e herdara de seus ancestrais a lealdade ao dever, à integridade e à justiça. Sua mãe Baronesa Bernardine von Hartmann pertencia a uma nobre família católica de Paderborn.

A família, seguindo os compromissos de trabalho do patriarca, mudou-se para Aachen em 1826, onde a vida social e especialmente a católica era mais intensa do que em Minden.

Quando contava 17 anos sua mãe faleceu e ela tomou a direção da casa e da educação de seus irmãos menores, Jorge e Hermann, e da pequena Berta.

A partir de 1839, a família voltou para Paderborn, na Vestfália, onde Paulina conviveu com alguns amigos que se dedicavam à assistência de crianças, idosos e doentes. Após a décima terceira mudança da família, desta vez para Boeddeken-Paderborn, ela se dedicou cada vez mais às crianças pobres e, a partir de 1842, também às crianças cegas, para as quais, até então na região, nada havia sido feito por elas.

Após a morte de seu pai, em 1842, Paulina quis dedicar-se com mais afinco às crianças cegas, entrando em contato com algumas instituições religiosas, para que se interessassem por elas, mas não obteve sucesso. Inesperadamente, então, veio o conselho do bispo auxiliar de Colônia, a quem ela havia confidenciado, de fundar em uma instituição dedicada a esse propósito. Paulina escreveu em sua autobiografia: “Esse conselho me veio de forma totalmente inesperada, mas ao mesmo tempo eu estava pronta para segui-lo e, no mais íntimo da minha alma, senti que era bom e agradável a Deus”.

Foi no ano de 1846, mas muitas dificuldades surgiram para a realização do projeto, mesmo quando tudo parecia viável. Finalmente, depois de receber as autorizações do bispo de Paderborn, Monsenhor Francisco Drepper, e do governo, em 21 de agosto de 1849, Paulina von Mallinckrodt e suas três companheiras receberam o hábito religioso das mãos do bispo, tomando o nome de “Irmãs da Caridade Cristã”.

Madre Paulina, pelo compromisso que assumiu em sua Congregação em favor dos mais fracos, foi considerada uma típica mulher católica de seu país – como seu irmão Ermanno di Mallinckrodt, político católico – apelidado de ‘honestidade Westfaliana’.

A força interior que ela foi capaz de incutir em sua comunidade, permitiu-lhe sobreviver felizmente à tempestade do ‘Kulturkampf’, na Alemanha, que a partir de 1871, através de Bismarck, travou uma luta contra a influência política e cultural no país da Igreja Católica na Alemanha.

O trabalho de Madre Paulina, que havia se espalhado e ampliado em 30 anos, já tinha 245 freiras e trinta campos de atividade. Foram, então, estabelecidas leis restringindo as iniciativas católicas e tudo foi quase totalmente destruído. A Casa Mãe, dissolvida pelo governo prussiano, foi transferida em 1876 para Mont-St-Guibert, na Bélgica, onde funcionou até 1887.

As freiras se espalharam para Liechtenstein, Bohemia, Itália. Em 1873, Paulina foi para a América, nos Estados Unidos, para novas fundações e em 1874 enviou as primeiras irmãs para o Chile. Nos anos de 1879 e 1880, Madre Paulina visitou todas as suas irmãs nas duas Américas e na Europa.

Logo após seu retorno a Paderborn, ficou gravemente doente e veio a falecer em 30 de abril de 1881. Quando morreu, a Congregação contava com 492 irmãs e 45 casas nos dois continentes.

Em 1951, havia 2.300 religiosas e, em 1960, 2.654, então espalhadas por todos os continentes e até hoje engajadas na formação e educação dos jovens, como no serviço pastoral e de caridade.

A imagem da videira e dos ramos permaneceu um componente essencial na Constituição das “Irmãs da Caridade Cristã”, que celebraram o 150º aniversário de sua fundação em 1999, que com a ajuda de Deus superou muitos momentos difíceis e perseguidores, nos períodos históricos que se seguiram, pois durante o Nacional Socialismo, a Casa Mãe de Paderborn foi completamente destruída.

O início do processo apostólico de beatificação de Madre Paulina von Mallinckrodt ocorreu em 29 de maio de 1958.

Foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 14 de abril de 1985.

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