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Santo Inácio de Santhiá

Sacerdote capuchinho (†1770)

MAURICE

Public Domain

Nasceu em Santhiá, no norte da Itália, e era o quarto filho da família Belvisotti. Foi batizado como Lorenço Maurício Belvisotti. Ficou órfão de pai aos sete anos.

Entrou no seminário diocesano de Vercelli para estudar filosofia e teologia e no outono de 1710; foi ordenado sacerdote aos 24 anos de idade. Tornou-se capelão da nobre família Avogadro. Foi chamado também para ser diretor do Colégio de Santhiá e posteriormente pároco da paróquia de Casanova Elvo.

Depois de seis anos de frutuoso ministério sacerdotal, entrou na ordem dos Frades Capuchinhos, emitindo os votos religiosos a 24 de maio de 1717.

Em 1727 foi enviado para Turim-Monte, com a tarefa de prefeito de sacristia e de confessor dos seculares, tarefa que desempenhou também nos últimos 24 anos de sua vida. Neste ministério demonstrou a sua paternidade e a ciência aprendida não só nos livros, mas também diante do crucifixo. Dedicava os seus dias inteiramente ao serviço dos penitentes e agradecendo e louvando a Deus.

A sua fama de bom diretor espiritual, difundiu-se depressa o que atraiu ao Monte religiosos, sacerdotes e fiéis desejosos de uma verdadeira orientação no caminho da santidade, e com eles também pecadores impassíveis, jovens libertinos em busca do perdão. A todos recebia com a maior caridade, porque considerava os pecadores os filhos mais doentes e, por isso, os mais necessitados de misericórdia. Chamavam-lhe “o padre dos pecadores e dos desesperados”.

Em setembro de 1731 foi destinado para ser mestre dos noviços e vigário do convento de Mondoví, cargos que começou com a fama de guia douto e sábio.

A sua fama difundiu-se também na pequena cidade, a tal ponto que os jovens que frequentavam as escolas superiores da cidade escolhiam como meta do passeio o convento, dizendo: “Vamos visitar aquele santo!”. Durante catorze anos, Inácio foi mestre do noviciado de Mondoví, com uma única intenção: fazer com que os jovens confiados aos seus cuidados ficassem apaixonados por Deus e fossem sinceramente obedientes. Baseou o seu método de educação pedagógica em dois pilares: amar como Deus e preceder com o exemplo. Sua cela estava aberta em qualquer momento do dia e da noite para os noviços que precisassem de conselhos, de um encontro para superar uma prova ou esclarecer uma dúvida. Seu serviço de mestre dos noviços teria ainda se prolongado, se ele não tivesse sido atingido por uma doença nos olhos, que lhe causou quase a cegueira total, e que o obrigou a regressar a Turim, nos finais de 1744, para receber um tratamento mais adequado.

Depois de tantas provas de amor e obediência, Padre Inácio faleceu com fama de santidade no dia 21 de setembro de 1770, em extrema tranquilidade. Seis anos mais tarde, por vontade do clero, dos irmãos de hábito, do povo e da casa de Saboia, foi dado início na cúria arquiepiscopal de Turim, ao processo sobre a fama de santidade, de vida, virtudes, e milagres do servo de Deus.

Em 1782 a causa foi introduzida junto da Santa Sé que ordenou os processos apostólicos. Em 19 de março de 1827, o papa Leão XII declarou solenemente a heroicidade das virtudes do Padre Inácio. Finalmente, depois da aprovação de dois milagres, em 17 de abril de 1966, o papa Paulo VI procedeu à sua solene Beatificação e em 19 de maio de 2002, foi finalmente canonizado por São João Paulo II.

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