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São Vicente Pallotti

Fundador da Sociedade do Apostolado Católico (†1850)

BOY

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No dia 21 de abril de 1795, nasceu em uma casa na Via del Pellegrino, no distrito de Parione, em Roma, o terceiro filho (dos dez) do casal Pedro Paulo Pallotti e Maria Madalena de Rossi. O pequeno Vicente Luiz Francisco Pallotti foi batizado no dia seguinte ao seu nascimento nas fontes batismais da igreja de São Lourenço in Damaso. Foi confirmado em 10 de julho de 1801 e em 1805 recebeu sua primeira comunhão e foi-lhe concedido o privilégio, incomum para a época, de repeti-la todos os dias. Aos doze anos foi colocado sob a direção espiritual do padre Bernardino Fazzini. Vicente cresceu no ambiente religioso da cidade eterna e em sua casa aprendeu a ter grande zelo eucarístico e devoção à Virgem Maria. Mais tarde, dirá sobre seus pais a seus primeiros companheiros na obra que fundara: “O Senhor deu-me pais santos”. Muito cedo Vicente descobriu as dificuldades dos estudos e dele diziam os professores: “Vicente é um santinho, pena que tenha tão pouco talento”. No entanto, a mãe atenta logo lhe recomendou e rezou junto com ele uma Novena ao Espírito Santo. Sua mente se abriu, e ele progrediu sempre mais, chegando a ser laureado como Doutor em Teologia pela Universidade Sapienza – mesma universidade onde cursou seus estudos filosóficos e teológicos, preparatórios para as ordens sacras. O reitor da Sapienza percebendo que Pallotti animava pequenos grupos de discussão que se formavam espontaneamente ao seu redor ao final das aulas, achou por bem institucionalizar tais grupos criando a Academia de Teologia. Vicente Pallotti foi encarregado de realizar tais encontros. E dois meses após sua ordenação sacerdotal, em 1819, foi nomeado aos 24 anos professor suplente de Teologia. Padre Melia, seu companheiro de primeira hora na fundação da União do Apostolado Católico, afirmou sobre ele: “reunia admiravelmente duas características difíceis de se encontrar numa mesma pessoa: uma grande piedade aliada a uma eminente ciência, que foi de grande utilidade”. Pallotti viveu num tempo em que foram impostos fundamentos do mundo moderno e de uma nova ordem sócio-política. As ideias do Iluminismo, as turbulências do período napoleônico, o surgimento da questão operária, que culminou no “manifesto comunista”, as tendências liberais, os movimentos nacionalistas na Europa e o desenvolvimento da imprensa são algumas vozes que caracterizaram os tempos de São Vicente Pallotti. Ele confrontava-se com os problemas que dificultavam a vivência da fé e o crescimento das tarefas ligadas ao anúncio do Evangelho nas terras de missão. Diante de tais problemas que a Igreja devia afrontar, Pallotti voltava sua atenção sobre a necessidade urgente de reavivar a fé e de reacender a caridade entre os católicos para anunciar a todos os homens a boa nova da salvação. Contudo, no dizer do Pe. Stawicki, Vicente foi antes de tudo um pastor, foi teólogo a contragosto. Pallotti nasceu para ser pastor de almas, e por isso após 10 anos de trabalho abandonou as salas de aula para dedicar-se ao cuidado do povo de Roma. Quando falavam acerca de seu empenho apostólico na cidade de Roma diziam: que ele simplesmente “voava” para onde houvesse o chamado de uma necessidade espiritual ou temporal de uma alma. Salvou moças de perigo eminente, assumiu o papel de pai de órfãs, frequentou hospitais, fundou escolas noturnas para artesãos, atendeu prisioneiros e os soldados como capelão, pregou missões populares e retiros em Roma e fora dela, foi diretor espiritual nos grandes seminários de Roma e de diversos colégios e conventos. Foi incansável confessor, escreveu livros de oração e de meditação para padres, religiosos e leigos, fundou o primeiro colégio das missões estrangeiras para italianos, fundou Pia União do Apostolado Católico que foi, por assim dizer, a síntese de seu pensamento e do seu ardor apostólico. Faleceu na noite do dia 22 de janeiro de 1850, na casa junto à Igreja São Salvador in Onda, em Roma, após uma breve agonia, recitando as palavras do salmo 31 “In te domine speravi anima mea”, como relatado por testemunhas. Alguns jornais de Roma, à época, levaram a manchete: “O santo morreu, o apóstolo de Roma. O pai dos pobres morreu”. Seus restos mortais foram exibidos na Igreja de São Salvador in Onda, onde ainda repousa sob o altar-mor, não corrompido e visível a todos. Em 1887 Leão XIII o declarou venerável e em 1932 foi proclamada por Pio XI a heroicidade de suas virtudes.
Em 22 de Janeiro de 1950, no centenário de sua morte, o papa Pio XII o proclamou Bem-aventurado. Em 20 de Janeiro de 1963, durante o Concílio Vaticano II, diante de centenas de bispos, São João XXIII o declarou santo.

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