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Santa Cecília Yu So-sa

Viúva e mártir (†1839)

UYUNI

Shutterstock-Rickson Davi Liebano

Santo do dia

Nasceu em Seul, na Coréia do Sul, em 1761, e se casou com o viúvo Agustín Yak-jong, um dos primeiros cristãos da Coréia do Sul. Com seu pai foi para a capital e lá foi batizada pelo o Pe. Chu Mun-mo, um missionário chinês que estava na Coréia do Sul. Seu marido foi martirizado em 1801, e também Carlos Chong Chol-Sang, filho do primeiro casamento de seu marido. Ela foi presa e depois libertada, mas teve confiscados todos os seus bens, mesmo sendo viúva. Ao ser libertada foi para a aldeia da família de seu marido, Majae, junto com os seus filhos. Na aldeia, seu cunhado, inimigo do cristianismo, recebeu-a friamente, e quem a recebeu e a ajudou mesmo foi um amigo de seu falecido marido que teve compaixão dela e ofereceu-lhe uma casa para morar. Foi cercada pela hostilidade de velhos amigos e parentes.

Viu morrer a viúva do filho de seu marido martirizado, Carlos, juntamente com seu casal de filhos. No meio de seu infortúnio Cecília guardou a fé e paciência, e mesmo com o ambiente hostil que a cercava, sempre manteve um comportamento prudente, não fazendo qualquer alarde do cristianismo, mas transmitia a doutrina cristã aos seus filhos no seio da família. Quando seu filho Paulo fez 20 anos, ela sugeriu que se casasse, mas ele disse a ela que queria continuar a obra de evangelização de seu pai martirizado, e assim acabou indo para a capital, deixando sua mãe e irmã em Majae. Ela temia os perigos pelos quais seu filho passaria em sua ânsia de liderar um ressurgimento do cristianismo e aceitava com mansidão que ele não pudesse dar a ela qualquer ajuda.

No entanto, o bispo de Pequim censurou Paulo por não ter ajudado sua mãe, e em 1827 ele a levou para a capital juntamente com sua irmã Isabel. Em Pequim, a vida foi muito difícil para Cecília e ela decidiu voltar para Majae. Então, a ofereceram o encargo de cuidar dos missionários que chegavam ao país e, assim, ela voltou para a capital.

Já bem mais velha, embora não pudesse continuar a auxiliar os missionários, participava da missa todos os dias e ajudava os católicos mais pobres.

Em 1839, recomeçou nova perseguição aos cristãos e lhe disseram que seria melhor que ela partisse de onde estava, mas ela preferiu ficar. Ela e sua filha começaram a se preparar para o martírio. No dia 1º de junho foi presa, quando seu filho não estava em casa. Quando perguntada se era católica, ela respondeu que sim. Quando intimada a renegar sua fé e delatar aonde se encontravam demais cristãos disse que não, estava disposta a morrer pela sua fé, e também disse que não sabia do paradeiro de outros cristãos. Foi interrogada cinco vezes e cada interrogatório foi acompanhado por cinquenta chibatadas de bambu, que muito a debilitaram. Levada para a prisão, ela faleceu, aos 78 nos, em 23 de novembro de 1839.

Cecília subiu aos altares acompanhada por seus dois filhos mártires: São Paulo Chong Ha-sang e Santa Isabel Chong Chong-hye, sendo canonizada em 6 de maio de 1984, pelo Papa São João Paulo II, quando de sua visita a Seul.

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