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São Palémon

Abade anacoreta (†sec. IV)

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Santo do dia

Se o nome de Palémon não caiu no esquecimento é devido à celebridade alcançada por seu discípulo Pacômio, o Grande. De fato, sua vida narra que Pacômio, impulsionado pelo desejo de levar uma vida monástica, foi bater à porta de Palémon para entrar em sua escola. Como era de costume, foi recebido com frieza, mas tratava-se da primeira provação à qual o mestre submetia um provável discípulo.

Palémon descreveu para Pacômio a severidade de sua ascese: como alimento se contentava com um pouco de pão e sal; passava metade da noite em oração e meditação, e que às vezes sua vigília se prolongava por toda a noite.

Nada disso, porém, assustou Pacômio, animado de grande zelo e confiança na ajuda do Senhor, desta forma Palémon lhe deu o hábito monástico e unidos se dedicaram à ascese, à oração e ao trabalho manual. Os monges, assim como outros cristãos, devem ser atentos ao conselho do apóstolo Paulo e pensar não apenas em sua própria subsistência, mas também na dos menos favorecidos.

Durante as vigílias noturnas, quando percebia que o sono o assaltava, Palémon saía com seu discípulo e ambos começavam a transportar areia de um lugar para outro – resistindo, assim, ao que consideravam uma tentação – para que pudessem continuar suas orações sem perigo de sonolência.

Palémon recusava qualquer desvio de seu regime frugal e em um dia de Páscoa não quis tocar no prato preparado por Pacômio para marcar o dia festivo, que consistia de erva com um pouco de óleo.

Após Pacômio ter a revelação da fundação monástica que deveria ser estabelecida em Tabenna, na Tebaida, região do Egito, ele pediu ao mestre que o acompanhasse e ele aceitou. Depois de algum tempo, Palémon propôs ao discípulo um pacto entre eles: não mais se separariam até a morte de um dos dois. E assim o fizeram.

Mas, as forças de Palémon começaram a declinar e seu corpo enfraquecia. Ele, de fato, tinha o hábito de se abster de beber se comesse e não comer se bebesse. Depois de ceder por algum tempo aos pedidos de seus discípulos, que o obrigavam a comer algo um pouco mais substancial, o velho logo retornou aos seus velhos hábitos. Ele justificava sua ascese dizendo que os mártires tinham que suportar os tormentos sofridos pela fé de Cristo até o fim e que, portanto, ele poderia suportar as pequenas misérias que lhe foram enviadas.

Pacômio nunca abandonou seu mestre e quando Palémon, ao final de seus dias, deu seu último suspiro, foi ele quem o levou para a sepultura.

A tradição escrita não transmitiu nenhum ensinamento de Palémon e as coleções do Apophthegmata Patrum não guardaram nenhum de seus ditos. Da vida de Pacômio, encontrou-se mais uma vez o nome de Palémon quando seu discípulo, ao cercar-se de outros monges, referia-se aos ensinamentos do antigo mestre, a propósito das diversas formas de organizar a oração da noite, alternando-a com o repouso.

No Ocidente, a memória de Palémon permaneceu ausente dos Martirológios históricos até que C. Baronio, a inserir no Martirológio romano em 11 de janeiro de janeiro de 2018, com o curto elogio: “In Thebaide sancti Palaemonis abbatis, magistri sancti Pachomii”.

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