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Beato André de Phú Yên

Catequista († 1644)

PAINTING

Public Domain

O Beato André, nasceu em Phú Yên, no povoado de Annam, no Vietnã, em 1626. Foi o último filho de uma cristã chamada Joana. Seu pai morreu quando ele ainda era bebê, assim cresceu e foi educado por sua mãe com sabedoria e cuidado.
Dotado de inteligência viva, era fisicamente bem frágil. Um missionário jesuíta francês, padre Alexandre De Rodes (1591-1660), acolheu-o entre seus alunos depois de muita insistência de sua mãe.
Em 1641, aos quinze anos, foi batizado juntamente com sua mãe. No ano seguinte, André entrou para um grupo de colaboradores mais próximos do padre De Rodes, iniciando o curso de catequistas, numa Associação chamada “Maison Dieu” (A Casa de Deus). Os membros fizeram uma promessa, com a qual, formal e publicamente, comprometeram-se a estar sempre à serviço da Igreja, ajudando os sacerdotes e divulgando o Evangelho. Este pequeno grupo de convertidos formou o primeiro núcleo do clero do Vietnã.
O catequista André distinguiu-se por sua espontaneidade e preparo, pela fé genuína e pelo compromisso evangélico, que certamente constituíram a base para enfrentar corajosamente o martírio.
No mês de julho de 1644, o Mandarim Ong Nghè Bó, retornou à província de Quang Nam, onde vivia André de Phú Yên, com a ordem do rei de Annam de impedir a expansão do cristianismo em seu reino. Os primeiros a serem capturados foram os catequistas para evitar que propagassem a fé.
O padre Alexandre De Rhodes, alheio às novas ordens do rei de Annam – que fora instigado pela concubina Tong-Thi-Taoim, ferrenha inimiga do cristianismo – foi ao palácio fazer uma visita de cortesia ao mandarim, segundo as boas relações que existiam até então. O governador informou o padre De Rhodes a respeito da ira do rei, devido ao grande número de concubinas convertidas ao cristianismo que ele pregava e ordenou-lhe que deixasse o Vietnã e retornasse a Macau. Quanto aos cristãos locais seus súditos se eles perseverassem seriam ameaçados com várias punições.
O padre De Rhodes deixou o palácio, avisou os catequistas e foi à prisão para apoiar um idoso catequista de 73 anos, chamado André, preso alguns dias antes. Enquanto estava lá, os guardas do mandarim foram até a sua missão para procurar o chefe dos catequistas Inácio. Como não o encontraram (estava fora da cidade), não voltaram de mãos vazias e aprisionaram o catequista André, de dezoito anos. Depois de espancá-lo e amarrá-lo, carregaram-no em um barco e o levaram ao palácio do Governador Ong Ngé Bó.
Na noite de 25 de julho de 1644, o catequista André foi levado perante o mandarim, onde, como os intrépidos e heroicos mártires dos primeiros tempos. Respondeu às acusações, aos convites de renunciar ao cristianismo e negar a sua fé. Resistiu aos tormentos que queriam infligir sobre ele.
Irritado, o mandarim mandou que tirasse a cruz de seu pescoço e mandou levá-lo à prisão, onde estava detido o André Velho. Na prisão receberam a visita do padre De Rhodes na manhã seguinte, trocando entre si a promessa de orar por ambos.
Na manhã seguinte, os dois catequistas chamados André, o velho e o jovem, deixaram a prisão da cidade de Quang Nam, foram presos numa espécie de pelourinho cruzado e levados como criminosos pelas estradas. Atravessaram o mercado de Kè Chàm para ir à audiência pública do mandarim, onde o jovem o catequista acabou sendo condenado à morte e levado de volta à prisão.
O outro André, de 73 anos, foi libertado devido à sua idade avançada e pelo interesse dos mercadores portugueses. Por volta das 17 horas do dia 26 de julho de 1644, os soldados levaram André da prisão para o local da sentença, seguido pelo padre De Rhodes e vários cristãos portugueses e vietnamitas. O jovem, de rosto sereno, saudou e encorajou a todos, feliz por terminar sua curta vida com o martírio. Tarde da noite, foi perfurado por alguns golpes de lança no lado esquerdo e quando um torturador estava prestes a decapitá-lo com um punhal, ele exclamou em voz alta o nome de Jesus.
Seu corpo embalsamado foi transferido para Macau, colônia portuguesa e cristã e ponto de partida dos missionários dos países da Cochinchina. A relíquia da cabeça venerável do primeiro mártir do Vietnã, permaneceu com o padre De Rodes, quando de sua permanência no país e depois foi enviada a Roma para os jesuítas, onde está ainda hoje.
No dia 05 de março de 2000 o Papa João Paulo II proclamou beatos um grupo de mártires de várias regiões do mundo. O Beato André de Phú Yên foi incluído neste grupo. Todos juntos constituem, de 1644 a 1944, uma visão global do martírio, com a qual até hoje o cristianismo, desde suas origens, paga com o sangue generoso de seus filhos, a propagação frequentemente oposta ao ensino evangélico.

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