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São Gildas, o Sábio

Abade (†570)

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Santo do dia

Gildas nasceu cerca do final do século V, na Grã-Bretanha, às margens do rio escocês Clwyd, em Gales do Norte, membro de uma família principesca.

Na infância fora confiado ao santo abade Iltuto († 540), fundador do mosteiro de Llanilltud Fawr, no País de Gales, célebre centro cultural com muitos discípulos. Teve como discípulos os santos celtas Sansão, bispo de Dol, São Paulo de Lyon e São Lunário.

Por volta dos 20 anos de idade, Gildas mudou-se para o País de Gales ‘para reunir as doutrinas de outros estudiosos sobre filosofia e as letras divinas’. Foi ordenado sacerdote e, em 518, decidiu ser missionário. Através de sua pregação, reconduziu ao cristianismo, quase desaparecido, as regiões setentrionais da Grã-Bretanha.

Pouco tempo depois, foi chamado por Santa Brígida de Kildare († 524), da Irlanda, para revitalizar a Igreja local, que após a morte do bispo evangelizador São Patrício († 461), estava em decadência total.

Gildas restabeleceu a disciplina nos mosteiros e entre outras coisas fundou a famosa escola de Armagh, operando numerosas conversões.

Retornando à Inglaterra, junto com dois estudiosos bretões, David e Cadoc, compôs uma ‘Nova Missa’ para as igrejas celtas. Em seguida, retirou-se para o sul da França, na região d’Armórica (nome antigo da península da Bretanha), onde viveu solitário, na pequena ilha de Houat, em pleno oceano.

No entanto, sua presença de oração, embora escondida e isolada, logo foi notada pelos pescadores dos arredores e as notícias se espalharam, de modo que numerosos discípulos se juntaram a ele. Por esta razão, Gildas achou necessário construir um mosteiro para recebê-los e assim um edifício foi construído no lugar de uma antiga fortaleza romana, na vizinha península de Rhuys, uma faixa de terra no norte da França, de frente para a ilha de Houat.

Depois de algum tempo, no entanto, ele voltou a levar uma vida solitária com São Bieuzy, outro santo eremita bretão, às margens do Blavet, no sopé do pico de Castennec. Neste lugar ele escreveu o “De Excidio et conquestu Britanniae”, que lhe redeu o título de “Sábio”.

E nos arredores desse lugar, ele ressuscitaria a Santa Trifida, mãe de São Tremoro, morta pelo marido, o tirano de Conomor.

Mais tarde Gildas percorreu a Cornualha Armoricana, sempre pregando, fazendo conversões e fundando mosteiros. Foi, então, chamado pelo rei Ainmir e retornou à Irlanda.

Finalmente, voltou para Rhuys, mas em um de seus retiros na ilha de Houat e acabou por falecer no dia 29 de janeiro de 570. Por seu desejo expresso, seu corpo colocado num barco, foi confiado ao mar, num ritual frequentemente usado pelas populações costeiras do Norte. No entanto, o barco foi encontrado posteriormente encalhado intacto na costa de Rhuys, no dia 11 de maio seguinte. Assim, o corpo foi então enterrado na igreja de seu mosteiro.

Por volta de 919, por medo de ataques por parte dos normandos, os monges de Rhuys levaram o corpo do fundador do São Gildas, para Bourg-Dieu em Châteauroux (Indre) no interior da Bretanha, onde uma igreja foi construída em sua honra. A abadia de Rhuys no início do século XI foi ocupada por São Felix e se tornou o centro da espiritualidade de toda a região. O túmulo de inúmeros filhos dos duques da Bretanha e foram preservados intactos até a Revolução Francesa.

Hoje, o mosteiro é ocupado pelas Irmãs da Caridade de St. Louis, chamado de Pai Eterno, e no coro românico da igreja da abadia, a paróquia de hoje, é venerado ainda atrás do altar-mor, o túmulo e uma relíquia do santo abade Gildas.

Enquanto durou a abadia, todas as paróquias da Península Rhuys, eram convidadas a realizar peregrinações nos principais feriados: 29 de janeiro pela morte de Gildas, 30 de setembro, para a dedicação da igreja da abadia e especialmente para a ‘Rogation’, recordação da data da descoberta do corpo do santo no barco encalhado na praia.

São Gildas desfruta de um culto muito forte na Bretanha; somente na diocese de Vannes, ele é o patrono de oito paróquias, nove igrejas e dez capelas são dedicadas a ele; vários locais levam seu nome.

É descrito como um monge, com o cajado abacial e muitas vezes com um sino, que lembra o sino lendário fundido por ele próprio.

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