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São Félix (Tiago Amoroso)

Religioso († 1787)      

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Aquarius Studio I Shutterstock

Tiago Amoroso nasceu na Nicósia, capital de Ilha de Chipre, em 1715. Seu pai, Filippo, era sapateiro e sua mãe Carmela Pirro cuidava da grande família. O pai decidiu que o filho trabalharia na sapataria mais importante do país para que pudesse se especializar naquela profissão. Tiago logo aprendeu o ofício e ao mesmo tempo se aproximou da congregação capuchinha no convento de Nicósia. Foi para todos um grande exemplo, pois sua espiritualidade testemunhava isto nas coisas do dia a dia. 

Em 1733, aos 18 anos, pediu para ingressar na Ordem dos Capuchinhos como irmão leigo, mas não foi aceito devido às precárias condições econômicas de sua família.

Quando seus pais faleceram, em 1743, ele tentou novamente pedir diretamente ao provincial que visitava a Nicósia para ser admitido entre os capuchinhos. Finalmente, dez anos depois de seu primeiro pedido, foi admitido no noviciado do convento de Ristretta com o nome de Frei Félix. 

No ano seguinte fez a profissão e durante 43 anos exerceu a função de mendicância. No convento desempenhou vários trabalhos: porteiro, jardineiro, sapateiro e enfermeiro. Fora do convento foi mendigo não só em Nicósia, mas também nas aldeias vizinhas: Capizzi, Cerami, Mistretta e Gagliano. Ele se definia como o burrico que carregava a colheita para o convento. 

Tinha particular predileção por crianças. De seus bolsos tirava uma noz, avelãs ou doces que dava às crianças e, com base no número delas, lembrava-lhes as chagas de Jesus, a Santíssima Trindade, os dez mandamentos. Estes pequenos presentes davam a frei Félix a oportunidade de dar uma breve e simples lição de catecismo.

Se na rua encontrava pobres com cargas particularmente pesadas, sempre se oferecia a carregar a carga junto com eles, ajudava os doentes e procurava fazer algo pelos mais necessitados. Costumava visitar os prisioneiros todos os domingos.

O padre superior e espiritual muitas vezes o tratava com dureza, humilhando-o dando-lhe apelidos como “almofadinha”, “hipócrita”, “tagarela”, “santo de Meca”. Frei Félix respondia a tudo dizendo “que seja por Deus”. Ainda assim, o superior muitas vezes o obrigava a se apresentar no refeitório do convento com roupas de carnaval, distribuindo uma massa de cinzas misturadas como se fosse ricota fresca, que milagrosamente se tornava mesmo uma ricota.

Frei Félix distribuía pequenas tiras de papel em que estavam escritas invocações à Santíssima Virgem e usava-as como remédio infalível para todos os males, pendurando-as nas portas das casas onde havia sofredores, doentes ou pobres. 

Dada a idade avançada foi dispensado de todos os serviços e com a saúde debilitada, dedicou-se à oração.

No final de maio de 1787, enquanto estava num jardim, caiu sem forças e depois de alguns dias em sua cama, recomendando-se a São Francisco e à Virgem Maria, pediu obedientemente ao superior licença para morrer. Faleceu em 31 de maio de 1787. 

Foi declarado beato pelo Papa Leão XIII em 12 de fevereiro de 1888.

O Papa Bento XVI, em sua primeira cerimônia de canonização, proclamou-o santo em 23 de outubro de 2005 na Praça de São Pedro. 

A data do culto para a Igreja universal é 31 de maio, enquanto os frades capuchinhos o lembram em 2 de junho. 

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