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Santo Antônio Primaldo e companheiros

Mártires (†1480)

CATHEDRAL,BASILICA,ST LOUIS

Thomas Hawk | CC BY-NC 2.0

Santo do dia

No extremo sul da península itálica se ergue a antiga cidade de Otranto. Dada sua posição geográfica favorecida, a cidade foi sempre rota de viajantes que, além do comércio, traziam contigo seus usos e costumes orientais. Prova disso foi o fato de na cidade coexistirem pacificamente tanto o rito bizantino quanto o rito romano até o século XVI. A catedral da cidade, erguida no início do ano mil, apresenta um imenso mosaico que representa a árvore da vida: nessa imagem foram representadas cenas da bíblia e do quotidiano. Os artistas quiseram por meio desse artifício representar a história de toda humanidade. Em 1480, a situação da cidade era de apreensão: a menos de trinta anos, Constantinopla, a inexpugnável capital do império romano do oriente, havia caído nas mãos do sultão Maomé II. O Papa Sisto IV, preocupado com a expansão dos muçulmanos, tentava em vão construir uma liga cristã que fosse capaz de barrar o avanço do Islão para dentro da Europa. Infelizmente, a fragmentação dos reinos e dos outros estados na Itália, não possibilitava uma coesão suficiente para fazer frente à essa necessidade e, em alguns casos, houve uma verdadeira e própria subestimação do perigo. Por sua vez, o projeto dos otomanos era grandioso: num primeiro momento havia o desejo de conquistar o sul da Itália para se chegar até a França; em seguida, deveriam fechar o cerco na Europa alcançando os otomanos presentes em território espanhol. Os temores de Papa Sisto IV, no entanto, se verificaram quase que imediatamente: no dia 28 de julho de 1480, dezoito mil soldados muçulmanos desembarcaram nas praias do sul da Itália, mirando a tomada da cidade de Otranto. Apesar do enorme exército, a cidade resistiu bravamente por doze dias, sendo bombardeada constantemente. Ao final, abatendo uma das portas fortificadas da cidade, os soldados invadiram a cidade e a catedral ceifando inúmeras vidas e executando outros atos de violência, como a violação de mulheres. Seguindo o costume, os soldados vitoriosos conduziram cerca de oitocentos homens que haviam sobrevivido para o alto de uma colina. A cada um dos sobreviventes foi pedida a conversão para o Islão. Um dos primeiros a ser indagado fora o ancião Antônio Pezzulla, um tecelão da cidade. Diante da pergunta ele teria respondido: “Nós acreditamos em Jesus Cristo Filho de Deus, em quem somos salvos. Preferimos morrer mil vezes do que o negar e de nos tornarmos mulçumanos”. Foi o primeiro a ser decapitado (donde o nome italiano “primaldo”). Em seguida houve um massacre terrível: cerca de oitocentos homens foram decapitados. Seus corpos permaneceram no alto da colina por cerca de um ano, até que os otomanos se retiraram. Depois disso, foram recolhidos piedosamente e depositados na cripta da catedral. No século XVIII, os oitocentos mártires foram beatificados pelo Papa Clemente XIV e no dia 12 de maio de 2013 foram canonizados pelo Papa Francisco.

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