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Bem-aventurado Marcelo Callo

Leigo, mártir (†1945)

Sandra Cunningham/ Shutterstock

Santo do dia

É o primeiro escoteiro a receber a auréola de bem-aventurado no mundo. Nascido em Rennes (França) em 1921 numa família católica que tem nove filhos, Marcelo se vê na necessidade de ajudar a alimentar a família numerosa: com apenas 13 anos trabalha como aprendiz numa tipografia. Participa ativamente em sua paróquia: é coroinha, depois se torna escoteiro, até 1935; em seguida ingressa na Juventude Operária, movimento da Ação Católica. Sua paixão, no entanto, é ser escoteiro, mas a atividade na Ação Católica lhe impede de exercer as duas práticas ao mesmo tempo. Em todo caso, se dedicará ao apostolado em meio aos jovens operários, que o apelidam de “Jesus Cristo”, como forma depreciativa. Não aceitam seu apostolado, não lhe dirigem a palavra e o boicotam sempre que possível. Por outro lado, Marcelo é incansável: aos poucos vai conquistando a estima e o respeito dos companheiros tanto pela sua seriedade quanto por seu empenho. Sua mãe às vezes lhe pergunta se ele não tem vontade de ser padre. Marcelo a isso responde dizendo que crê fazer mais bem se permanecer no mundo e que para isso não é preciso ser padre. De fato, pouco tempo depois ele encontra uma moça com quem namora. Em 1940 a França encontra-se ocupada pelas tropas nazistas. Marcelo é enviado – na verdade é quase uma deportação – para a Alemanha, para aí trabalhar forçadamente na máquina de guerra nazista. Enquanto muitos preferem fugir e engrossar as fileiras da resistência francesa, Marcelo vê que a alternativa mais sensata é a de partir. No dia 19 de março de 1943 se despede da família e da namorada. Toma o trem que o conduzirá até a Alemanha. Consigo leva uma cruz dos escoteiros e seu distintivo de jovem operário católico. Uma vez na Alemanha, procura continuar com seu apostolado: procura uma igreja onde se pudesse ouvir a missa em francês; anima as liturgias, visita os doentes e procurar distribuir remédios entre os mais enfermos. Os nazistas começaram a ficar incomodados com a ação desse jovem de modo que, sob a acusação de ser “católico demais” foi preso e enviado ao campo de concentração: era o dia 19 de abril de 1944. No campo, foi tratado com brutalidade: sem comida, obrigado a trabalhar até a exaustão nas condições climáticas mais rigorosas (frio e chuva); muito começaram a morrer. Marcelo também começa a sucumbir diante dessas condições subumanas: no dia 19 de março de 1945 o retiram de dentro da latrina, onde havia caído sem forças. O levam a enfermaria: todos ficam impressionados como aquele jovem, reduzido a um esqueleto, ainda pudesse ter no rosto um sorriso doce. No momento de seus estertores, apenas um prisioneiro o assiste. Ele, que era ateu, logo depois da guerra se converteu ao cristianismo. Durante o processo de beatificação de Marcelo, ele declarará que “nele [Marcelo] havia algo de extraordinário. Para mim foi uma revelação: seu olhar revelava

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