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Santas Flora e Maria

Mártires († 851)

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A fonte mais confiável sobre a vida e o martírio de Maria e Flora é Santo Eulógio, que as conheceu pessoalmente na prisão e testemunhou o martírio delas.
Maria era filha de pai cristão e mãe muçulmana de Niebla, Córdoba, Espanha. Depois de morar em Córdoba, onde havia um ambiente hostil aos cristãos, ele fugiram para Froniano nas montanhas de Córdoba. Nesta viagem a mãe foi atacada por lobos e morreu. O pai, não podendo cuidar de seus dois filhos, Walabonso e Maria, os entregou aos mosteiros de São Félix e Cuteclara, respectivamente. Maria que cresceu no mosteiro de Santa Maria di Cuteclara, perto de Córdoba, sob a orientação da viúva consagrada chamada Artemia.
Depois de algum tempo, o sacerdote Pedro, o próprio Walabonso e outros companheiros foram martirizados por sua fé cristã, sendo decapitados. Maria ficou orgulhosa e triste com o martírio de seu irmão. Conta-se que então Walabonso apareceu a uma companheira da religiosa para dizer à irmã para não chorar mais, que logo estaria com ele no céu. A partir desse sonho, Maria sentiu a vocação do martírio e quis morrer por Cristo. Um dia, Maria deixou o mosteiro para se render às autoridades e se expor ao martírio.
Flora, nascida em Córdoba de pai muçulmano e mãe cristã, foi por esta educada na religião católica, após a morte do marido. Para evitar o assédio constante de um de seus irmãos muçulmanos e poder dedicar-se melhor à piedade e à penitência, saiu de casa com sua irmã Baldegoto. Como resultado dessa fuga, perseguidas por seu irmão, alguns clérigos e fiéis foram presos e, portanto, Flora teve que voltar para casa. Entregue por seu irmão ao alcaide da cidade, sob a acusação de apostasia, foi brutalmente espancada. Ao ser libertada, ela fugiu novamente e por seis anos permaneceu escondida nas proximidades de Martos, na província de Jaén, Andaluzia.
Depois, acesa pelo desejo de martírio, voltou a Córdoba, onde na basílica de Santo Acisclo conheceu Maria, que havia parado por um momento naquela igreja para rezar e se preparar também para o martírio. Acabaram revelando uma à outra sobre suas intenções de sofrer o martírio. Depois disto, apresentaram-se juntas perante o alcaide da cidade. Foram, então, presas e visitadas por Santo Eulógio, outro prisioneiro daquela prisão. Comovido pela fortaleza e pelos sofrimentos das duas virgens, voltou à sua cela e começou a escrever, em homenagem às duas, um ardente tratado, Documentum martyriale, que é a mais nobre defesa e exortação ao martírio. Questionadas e tentadas várias vezes pelo alcaide elas perseveraram na fé.
Foram decapitadas em 24 de novembro de 851 durante a cruel perseguição do emir Abd al-Rahmàn II.
Seus corpos, abandonados no campo e respeitados pelos próprios animais, foram jogados no rio Guadalquivir. Mais tarde, o corpo de Maria foi encontrado e enterrado por cristãos na igreja do mosteiro de Cuteclara. As cabeças das duas mártires foram colocadas na basílica de Santo Acisclo. Santo Eulógio, que atribui sua libertação poucos dias depois à intercessão destas duas virgens, fez o registro deste martírio em duas cartas dirigidas ao seu amigo Álvaro Paolo e à irmã de Flora, Baldegoto, e as inseriu num relatório do seu Memorial Sanctorum.

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