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São Gregório de Narek

Monge, poeta e Doutor da Igreja (†1005)

ICON SALUS POPULI ROMANI

Gregorio Borgia / POOL / AFP

São Gregório de Narek

Gregório nasceu no ano de 951, em Andzevatsik, Vaspuracã, na antiga Armênia. Perdeu a mãe ainda criança e, quando seu pai, Khosrov, foi eleito arcebispo de Andzevatsik, sua educação foi confiada a Ananias de Narekavank, para que ele pudesse se dedicar mais às suas funções eclesiais. Ananias, também chamado “o filósofo”, era abade do mosteiro de Narek e fundador da escola local e do mosteiro do povo. Naquela época, o mosteiro era situado às margens do lago Van, em Vaspuracã (atual Turquia), e era conhecido pelas vocações e vida espiritual.

Naquele tempo a Armênia vivia um período de relativa tranquilidade. Não houve as invasões mongólicas e turcas que mudaram a fisionomia do país e era uma época de criatividade e paz, o que permitiu o florescimento da arte na nação – literatura, pintura, arquitetura, teologia – à qual Gregório teve um papel importantíssimo. Gregório permaneceu em seu mosteiro durante toda sua vida: foi ordenado bem cedo e foi eleito abade quando da morte de Ananias.

A vida monástica foi indubitavelmente de grande ajuda para o desenvolvimento da santidade e da experiência mística de Gregório, ao qual não faltaram demonstrações de sabedoria em seus vários escritos teológicos e o tornou um importante poeta da literatura armênia. Como sua fama de santidade ultrapassou os muros do mosteiro de Narek e chegou aos mosteiros vizinhos São Gregório tornou-se um reformador do monaquismo. No entanto, sua radical fidelidade à observância da Regra Monástica fazia contraste com o relaxamento de alguns noviços. Estes, movidos pela inveja, promoveram contra ele uma infame perseguição, acusando-o de disseminar heresias em seus ensinamentos. Consequentemente, foi deposto de suas funções.

A Previdência não tardou a vir em ajuda ao seu fiel servidor. Crônicas antigas dizem que os bispos designaram dois monges experientes e sábios para interrogar o santo abade sobre suas supostas heresias. Aconteceu algo, no entanto, que foi mais eficaz do que submetê-lo a um teste. Apresentaram-se à sua cela, durante o período quaresmal de abstinência de carne prescrito na Regra, e ofereceram a ele um delicioso patê de pombo como se fosse de peixe. Assim que eles entraram, Gregório interrompeu a oração, abriu a janela e começou a bater palmas e gritar para os pássaros que estavam voando por ali: “Venham, passarinhos, se deliciar com o peixe que hoje se come”. Os dois monges compreenderam que a facilidade com que Gregório percebeu e se livrou da armadilha, era um eloquente testemunho de sua santidade e, portanto, da ortodoxia de sua doutrina.

No interior dos muros de um mosteiro, na misteriosa terra oriental da Armênia, este monge escolheu a melhor parte: aprendeu a conversar, ainda estando no tempo, com o Senhor das Alturas, para gozar de sua companhia eternamente.

Ainda em vida Gregório de Narek foi cercado pela fama de santidade e alguns milagres foram a ele atribuídos.

Morreu no ano de 1005, no Mosteiro de Narek, onde ainda hoje está sepultado.

Em 2015, a Santa Sé anunciou que São Gregório de Narek seria nomeado Doutor da Igreja. O anúncio oficial do papa Francisco ocorreu em 12 de abril de 2015, no Domingo da Divina Misericórdia (o segundo domingo da Páscoa), quando se celebrava o centenário do Genocídio Armênio.

Gregório nasceu no ano de 951, em Andzevatsik, Vaspuracã, na antiga Armênia. Perdeu a mãe ainda criança e, quando seu pai, Khosrov, foi eleito arcebispo de Andzevatsik, sua educação foi confiada a Ananias de Narekavank, para que ele pudesse se dedicar mais às suas funções eclesiais. Ananias, também chamado “o filósofo”, era abade do mosteiro de Narek e fundador da escola local e do mosteiro do povo. Naquela época, o mosteiro era situado às margens do lago Van, em Vaspuracã (atual Turquia), e era conhecido pelas vocações e vida espiritual.

Naquele tempo a Armênia vivia um período de relativa tranquilidade. Não houve as invasões mongólicas e turcas que mudaram a fisionomia do país e era uma época de criatividade e paz, o que permitiu o florescimento da arte na nação – literatura, pintura, arquitetura, teologia – à qual Gregório teve um papel importantíssimo. Gregório permaneceu em seu mosteiro durante toda sua vida: foi ordenado bem cedo e foi eleito abade quando da morte de Ananias.

A vida monástica foi indubitavelmente de grande ajuda para o desenvolvimento da santidade e da experiência mística de Gregório, ao qual não faltaram demonstrações de sabedoria em seus vários escritos teológicos e o tornou um importante poeta da literatura armênia. Como sua fama de santidade ultrapassou os muros do mosteiro de Narek e chegou aos mosteiros vizinhos São Gregório tornou-se um reformador do monaquismo. No entanto, sua radical fidelidade à observância da Regra Monástica fazia contraste com o relaxamento de alguns noviços. Estes, movidos pela inveja, promoveram contra ele uma infame perseguição, acusando-o de disseminar heresias em seus ensinamentos. Consequentemente, foi deposto de suas funções.

A Previdência não tardou a vir em ajuda ao seu fiel servidor. Crônicas antigas dizem que os bispos designaram dois monges experientes e sábios para interrogar o santo abade sobre suas supostas heresias. Aconteceu algo, no entanto, que foi mais eficaz do que submetê-lo a um teste. Apresentaram-se à sua cela, durante o período quaresmal de abstinência de carne prescrito na Regra, e ofereceram a ele um delicioso patê de pombo como se fosse de peixe. Assim que eles entraram, Gregório interrompeu a oração, abriu a janela e começou a bater palmas e gritar para os pássaros que estavam voando por ali: “Venham, passarinhos, se deliciar com o peixe que hoje se come”. Os dois monges compreenderam que a facilidade com que Gregório percebeu e se livrou da armadilha, era um eloquente testemunho de sua santidade e, portanto, da ortodoxia de sua doutrina.

No interior dos muros de um mosteiro, na misteriosa terra oriental da Armênia, este monge escolheu a melhor parte: aprendeu a conversar, ainda estando no tempo, com o Senhor das Alturas, para gozar de sua companhia eternamente.

Ainda em vida Gregório de Narek foi cercado pela fama de santidade e alguns milagres foram a ele atribuídos.

Morreu no ano de 1005, no Mosteiro de Narek, onde ainda hoje está sepultado.

Em 2015, a Santa Sé anunciou que São Gregório de Narek seria nomeado Doutor da Igreja. O anúncio oficial do papa Francisco ocorreu em 12 de abril de 2015, no Domingo da Divina Misericórdia (o segundo domingo da Páscoa), quando se celebrava o centenário do Genocídio Armênio.

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