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São Vicente de Paulo 

Presbítero (†1660)    

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George Marcel | Shutterstock

São Vicente de Paulo nasceu em 1581, na aldeia Pouy, sul da França. Foi batizado no mesmo dia de seu nascimento. Era o terceiro filho do casal João de Paulo (Jean de Paul) e Bertranda de Moras (Bertrande de Moras), camponeses profundamente católicos. Seus seis filhos receberam o ensino religioso em casa através de Bertranda.

Fez seus primeiros estudos em Dax, onde, após 4 anos, tornou-se professor. Isto lhe permitiu concluir os estudos de teologia na Universidade de Toulouse. Foi ordenado sacerdote aos dezenove anos, em 23 de setembro de 1600. Durante sua estadia em Roma, Pe. Vicente frequentou a universidade e se formou em Direito Canônico. 

O Papa precisou mandar um documento sigiloso para o Rei Henrique IV da França e Pe. Vicente foi escolhido como fiel depositário. Devido a sua presteza, o Rei Henrique IV nomeou-o Capelão da Rainha Margarida de Valois, a rainha Margot, que o encarregou da distribuição de esmolas aos pobres. Durante esse trabalho, ele fazia constantes visitas aos enfermos no hospital de caridade em nome da rainha. Após o assassinato de Henrique IV da França, em 1610, São Vicente passou um ano na Sociedade do Oratório, fundada pelo Cardeal Pierre de Bérulle. Mais tarde, padre Bérulle foi nomeado Bispo de Paris e indicou Vicente de Paulo para vigário de Clichy, subúrbio de Paris.

Vicente fundou a Confraria do Rosário e todos os dias visitava os doentes. Atendendo a um pedido de padre Berulle, partiu e foi ser o preceptor dos filhos do general das Galés e residir no Palácio dos Gondi. As propriedades dessa família eram muito grandes e Pe. Vicente fazia visitas às famílias que residiam nestas propriedades. Foi assim que ele percebeu como era necessária a confissão do povo. Na missa dominical, ele fazia com o povo a confissão comunitária. Conseguiu outros padres para as confissões, pois eram muitos os que queriam esse sacramento. Pe. Vicente esteve nas terras da família Gondi por 13 anos. Sua piedade heroica conferiu-lhe o cargo de Capelão Geral e Real da França. Vendo o abandono espiritual dos camponeses, fundou a Congregação da Missão, que são os Padres Lazaristas, para evangelização do “pobre povo do interior”. Apesar de usa importância e seriedade, a Congregação da Missão demorou de 1625 até 12 de janeiro de 1633 para receber a Bula de aprovação do Papa Urbano VIII, reconhecendo-a oficialmente como um organismo na Igreja.

Em 1643, Luís XIII pediu para ser assistido em seu leito de morte, pelo Pe. Vicente: o rei acabou por falecer nos braços do Santo. A seguir foi nomeado pela Regente Ana d’Áustria, de quem era confessor, para o Conselho de Consciência (para assuntos eclesiásticos dessa Regência). 

De um apelo que Pe. Vicente fez durante um sermão em Châtillon, nasceu o movimento das Senhoras Damas da Caridade (Confraria da Caridade). A primeira irmã de caridade foi a camponesa Margarida Nasseau, que contou com a orientação de Santa Luísa de Marillac e que, mais tarde, estabeleceu a Confraria das Irmãs da Caridade, atuais Filhas da Caridade. De apenas quatro irmãs no começo, a Confraria conta, hoje, com centenas delas. Foi também ele o responsável pela organização de retiros espirituais para leigos e sacerdotes, através das famosas conferências das terças-feiras (Confraria de Caridade para homens). 

Faleceu em 27 de setembro de 1660 e foi sepultado na capela-mãe da Igreja de São Lázaro, em Paris.

São Vicente de Paulo foi um pai dos Pobres e um reformador do clero. Basta dizer que a Associação dos Filhos de Maria, hoje Juventude Mariana Vicentina, criada a pedido da Virgem Maria que apareceu a Santa Catarina Labouré na noite de 18 de julho de 1830, e as Conferências Vicentinas, fundadas por Antônio Frederico Ozanam e seus companheiros, em 23 de abril de 1833, foram inspiradas por ele. Espalhadas no mundo inteiro, vivem permanentemente de seus exemplos e ensinamentos.

Foi beatificado em 13 de agosto de 1729, em Roma, pelo Papa Bento XIII e canonizado pelo Papa Clemente XII em 16 de junho de 1737.  Em 12 de maio de 1885 foi declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII.

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