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São Basílides

Mártir (†c. 202)

GIRL

Public Domain

O historiador eclesiástico Eusébio de Cesareia (265-340) narra que, durante a perseguição cristã comandada pelo imperador romano Lúcio Septímio Severo (193-211), foram dispersos os catequistas da Escola de Alexandria. Entretanto, o filósofo e teólogo cristão Orígenes (185-254), então com dezessete anos, foi contatado por alguns pagãos ansiosos pela verdade e começou a instruí-los na fé cristã, com um ardor e doutrina tão incomuns para um jovem daquela época, que sua fama se espalhou, acorrendo para ouvi-lo até mesmo pagãos cultos e filósofos. Todos aqueles neófitos, naqueles tempos de perseguição, se destacaram por sua fé em Cristo e muitos também sofreram o martírio. Eusébio cita sete deles, fazendo uma pausa para descrever o soldado Basílides, detendo-se extensivamente na narração de sua história juntamente com a da virgem Potamiena e sua mãe Marcela.

Basílides era um soldado que tinha a função de escoltar condenados ao local de sua execução. Participara de algumas preleções feitas por Orígenes, nutrindo muita admiração e profunda simpatia pelo cristianismo e pelos cristãos, mas ainda não havia decidido receber o batismo. Seu chefe Áquila prendera também, entre muitos outros, Potamiena, uma virgem de rara beleza e virtude, que já havia rejeitado muitos pretendentes. Ela sofreu torturas horríveis, sem ceder aos pedidos de abjeção da fé. O juiz ameaçou deixá-la violar pelos gladiadores, mas ela, sem entrar em pânico, respondeu com nobres palavras e orgulho, despertando encanto no próprio juiz. No entanto, imediatamente recebeu a sentença de morte e foi confiada a Basílides que a acompanharia à tortura. Ao longo do trajeto, a multidão tentou ultrajá-la fortemente e Basílides a protegeu enfrentando corajosamente a fúria da multidão, mostrando sua simpatia e compaixão pela jovem. Impressionada com o comportamento incomum do soldado, Potamiena prometeu que intercederia por sua salvação junto a Deus. Heroicamente, suportou o martírio: borrifaram piche quente por todo seu corpo. Morreu devido a atrozes sofrimentos, juntamente com sua mãe.

Após alguns dias do martírio de Potamiena, Basílides foi convidado a prestar juramento diante dos ídolos, mas, para surpresa de seus companheiros, ele se recusou, declarando-se cristão. Foi levado perante o juiz e foi preso após sua confissão na fé cristã.

Aos que o visitaram na prisão, ele disse que três dias depois do martírio, Potamiena apareceu para ele numa noite e colocou uma coroa em sua cabeça, dizendo que implorara graça por sua salvação, que a salvação lhe fora concedida e que em breve viria buscá-lo.

Basílides foi batizado na mesma prisão e no dia seguinte ele foi decapitado (c. 202).

Os mártires Basílides, Potamiena, Marcela e os outros seis discípulos de Orígenes são comemorados no Martirológio Jeronimiano em 28 de junho, no entanto o Martirológio Romano comemora o unicamente Basílides em 30 de junho.

O episódio da intercessão de Potamiena com Deus por Basílio, narrado por Eusébio, constitui um dos primeiros documentos da fé da Igreja dos primeiros séculos, a respeito da intercessão dos santos.

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