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Santa Maria Francisca das Cinco Chagas

Virgem (†1791)

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Ana Maria Gallo: esse era seu nome de batismo. Ana nasceu na famosa cidade de Nápoles, no sul da Itália, no dia 25 de março de 1715. Seus pais eram pequenos comerciantes na cidade e eram muito piedosos. De fato, com sete anos de idade, a pequena Ana já havia feito sua Primeira Comunhão. A família morava numa região mal afamada da cidade, os chamados “bairros espanhóis” (quartieri spagnoli), assim chamados por servirem como local de aquartelamento das tropas, sempre prontas a intervir no caso de revoltas populares. As construções eram feitas em estradas estreitas e com uma densidade populacional altíssima: as promiscuidade, a pobreza, a violência muitas vezes estavam na ordem do dia. Contudo, nem tudo era negatividade: havia também um fervor religioso trazido por muitas congregações religiosas que mantinham ali suas obras como forma de apoiar material e espiritualmente os fiéis. Efetivamente, a pequena Ana se aproximou de uma dessas famílias religiosas: frequentava os padres Alcantarinos no Convento de Santa Luzia al Monte. Nesse local foi guiada esperitualmente por Santo João José da Cruz que a apoiava nos momentos de maior dificuldade. E esse momentos eram frequentes: seu pai, embora fosse um homem religioso, tentava impor sua vontade para Ana: com dezesseis anos já era hora de pensar num bom casamento com algum jovem rico. Mas diante da rejeição da adolescente e de seu firme propósito de ser freira, o pai perdia a cabeça e lhe batia. Foi um período de sofrimento e provação, mas, por fim, Ana Entrou na Congregação da Ordem da Reforma de São Pedro de Alcântara, tomando o hábito e mudando seu nome para Irmã Maria Francisca das Cinco Chagas. Seu Diretor espiritual foi o Padre João Pessiri, que algum tempo depois, ofereceu sua casa para Irmã Maria Francisca e para a Irmã Terciária Maria Félix como um pequeno convento. Nesse local Irmã Maria Francisca viveu por 38 anos, até o dia de sua morte. Após o ingresso no “convento” Irmã Maria Francisca viveu intensamente o mistério da cruz de Cristo em seu próprio corpo, padecendo de vários sofrimentos, que ela oferecia pela conversão dos pecadores. Logo a casa se tornou um ponto de referência na vida de muitas pessoas, que a visitavam com constância em busca de uma palavra de Irmã Maria Francisca. Segundo os relatos, ela teve o dom da profecia e vários eventos prodigiosos puderam ser observados e que foram chamados de milagres pelo povo. Mesmo após tanto tempo após a morte da Santa, o povo de Nápoles guardou uma profunda estima e veneração: a Santa Maria Francisca, por exemplo, o povo atribuiu o “milagre” do livramento da Segunda Guerra Mundial: apesar de receber 105 bombardeios ferozes, os “quartieri spagnoli” foram inexplicavelmente poupados das bombas. Santa Maria Francisca morreu no dia 6 de outubro de 1791 e uma imensa multidão compareceu ao seu funeral. Foi beatificada no dia 12 de novembro de 1843 e canonizada no dia 29 de junho de 1867 pelo Papa Pio IX.

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