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A arte de encontrar a boa distância no relacionamento com os sogros

IN-LAW - FAMILY - COUPLE
© wavebreakmedia - shutterstock
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Não é fácil para um jovem casal se desapegar dos seus pais, especialmente quando estes querem “perpetuar a sua obra educativa”. A psiquiatra Dominique Meggle nos explica como encontrar o justo equilíbrio para um relacionamento saudável

O que você aconselharia ao jovens recém-casados?

Dr. Dominique Megglé: Não viva muito perto de seus pais. Logo após o casamento é importante instalar- se em outro lugar. Você terá outras oportunidades de os encontrar. Por exemplo, um relacionamento de três anos onde a esposa liga para a sua mãe todos os dias, corre alto risco. Mesmo que não haja disputas matrimoniais, o silêncio vai se instalando aos poucos entre o casal. Esta esposa deve se contentar em ligar para a sua mãe a cada quinze dias ou é bem provável que ela começará a ter discussões com o seu marido. É um exercício saudável que será o início de uma mudança profunda. Para uma mulher, manter relações íntimas com a mãe significa evitar confrontar as diferenças entre homem e mulher, evitar todas as diferenças que o marido traz. Como nos ordena o Salmo 45: “Esqueça o seu povo e a casa de seu pai”.

As armadilhas comuns

Casais jovens são particularmente vulneráveis a intrusões e solicitações da família, porque eles ainda não estabeleceram as suas próprias regras e seu “ritual de funcionamento”. Eles estão ainda procurando se encontrar e, por inexperiência, os jovens casais tendem a ser desajeitados. É comum que eles caiam em duas armadilhas: seja o refúgio na casa dos pais ao menor problema que surge, seja a proteção excessiva dos seus interesses pessoais. Ao passo que chegam as primeiras disputas conjugais, é difícil não ir buscar reconforto nos braços da mãe. 

O sogro, vendo que seu genro não é tão dotado para os cuidados e manutenção da casa, chega todo final de semana com o seu material para arrumar o apartamento. A sogra, por sua vez, liga todos os dias para saber o que o seu “bebê” comeu no almoço. Atenção! O jovem casal deve se treinar numa nova forma de lidar com seus pais, que agora representam o mundo exterior. Às vezes isso pode ser doloroso pois o vínculo entre mãe e filho é o mais forte de todos os laços humanos.

Será que os sogros são muito intrusivos?

Sim, na maioria dos casos. Para descobrir isso, eu os escuto. As palavras os denunciam: se eles costumam dizer “casa da minha filha” ou “eu estou indo para a casa do meu filho”, provavelmente são intrusivos. Eles não têm consciência disso e costumam invadir a intimidade do casal, na verdade com boas intenções. Eles precisam se acostumar a dizer “eu vou à casa dos meus filhos”, e aí todos poderão respirar, sendo eles os primeiros a se beneficiarem.

É uma posição muito delicada a dos sogros?

Sim, é uma posição ainda mais delicada, em certos aspectos, do que a posição do casal, pois a ferida criada pelo espaço vazio que os filhos deixaram ainda está sarando. Eles veem seus filhos cometerem os erros da inexperiência, erros que eles mesmos cometeram quando eram mais jovens – com o bebê, com as suas decisões de compra, com o lugar que decidiram alugar para morar – e querem que a sua experiência sirva de exemplo e de ajuda. Mas a vida não é assim… Infelizmente não adquirimos experiência por procuração. É preciso cometer muitos erros e também alcançar sucesso para adquirir experiência. Apenas uma quantidade muito pequena será transferida posteriormente para aqueles que mais amamos.

É aceitando essa separação e respeitando essa distância que os sogros continuam sua obra educativa. Assim eles ensinam seus filhos casados ​​a ter mais confiança em suas próprias habilidades conjugais e parentais. Uma jovem família toma dessa forma o seu lugar sob o olhar do amor livre dos sogros. Ela precisa disso!

Então, qual é a distância correta?

Uma distância que respeita a intimidade da família. Os pais podem compartilhar seus medos um com o outro, mas não com os filhos. Eles devem estar prontos para ajudar seus filhos adultos, se assim o solicitarem, e também devem estar prontos para recusar sua ajuda em um assunto que não lhes interessa, como a intimidade do jovem casal. Não fazemos famílias felizes com cumplicidades doentias que obscurecem os limites entre as gerações. 

O que você acha que é o segredo da harmonia familiar?

Humildade e humor. O que mata é a concentração no “eu”, autossuficiente e cheio de si. 

Entrevistado por Luc Adrian

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