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O ciclista diabético que corria para a solidariedade

Ciclista que morreu em acidente deixa legado de esperança

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Paulo Teixeira - publicado em 26/02/25
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Para Mauro sua missão era levar uma mensagem de esperança e de superação dos obstáculos através do seu estilo de vida e companheira de viagem: a bicicleta

Mauro Talini nasceu no norte da Itália em 1973. Era uma criança apaixonada por bicicleta quando, aos 11 anos, foi diagnosticado com diabetes tipo 1. Primeiramente lutou contra o diabetes, depois passou a viver com a doença, e decidiu viver pelosdiabéticos levando a mensagem “diabetes no limits”. Um rapaz equilibrado na bicicleta e também humilde, gentil e positivo. Sempre sorridente e confiante. Trabalhava em um hotel, era solteiro e viajava sozinho em suabicicleta.

Missão de solidariedade em nome de Deus

Em 2003 fez a primeira longa pedalada: em sete dias atravessou mais de mil quilômetros no centro da Itália. Daí pra frente, perdeu os freios e aumentou o ritmo da solidariedade. Os pilares da vida e missão de Mauro Talini, segundo ele mesmo contava, eram 4: primeiramente cuidava da saúde pois era dependente de insulina, mas considerava o diabetes não como uma limitação, mas como uma escola de vida; as pedaladas, mais doque devorar distâncias, consistiam em viagens da alma nas quais as alegrias, sofrimentos e sentimentos do atleta eram também vividos de maneira intensa; a solidariedade, para Talini, era levar uma mensagem de esperança e de superação dos obstáculos, e ele procurava contagiar as pessoas para fazer o bem, para ajudar aos outros e para reencontrar-se com si mesmo e com Deus; o energético do atleta, a fonte de sua força, era a espiritualidade, a oração nutria sua vida.

Os santuários sempre estiveram no seu trajeto: passou por Fátima, em Portugal; Lourdes, na França; São Thiago de Compostela, na Espanha; Czestochowa, na Polônia; esteve também na Terra Santa. Passou também pelo Santuário de Nossa Senhora Aparecida no Brasil quando, em 2009, realizou o projeto “Uma bicicleta, mil esperanças”. Um itinerário da Bolívia até a patagônia, na Argentina, passando pelo Brasil. O trajeto com quase 10 mil quilômetros foi transcorrido em 80 dias.

Mauro tinha acrescido à sua missão “diabetes no limits” também o combate à pobreza e a arrecadaçãode recursos para entidades que se dedicam a quem mais precisa. Benfeitores de todo o mundo impulsionavam as viagens de Talini e ofereceriam recursos fundamentais para as entidades ligadas ao projeto.

Os Santuários no projeto de Mauro

O Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, esteve presente na última etapa desse atleta de Deus. A viagem de 2013 seria a maior de todas. Saindo do sul da Argentina, ele atravessou a América do Sul, depois a América Central, e quando estava terminando a travessia do México, foi vítima de um atropelamento que pôs fim à sua vida.

A mensagem de superação e solidariedade de Mauro Talini deixou rastros inapagáveis no mundo. Amigos continuam o trabalho de solidariedade contando com a comunhão com Maturo Talini que está junto de Deus. Foi criada uma associação chamada “Ainda em viagem” [ancora in viaggio, em italiano] que sustenta projetos de solidariedade, continua a transmitir a mensagem de “diabetes no limits” e de combate à pobreza. A esperança continua a circular pelo exemplo de Talini e fazer o bem a tantas pessoas.

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