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Fiéis etíopes caminham quatro horas até a igreja mais próxima – em plena crise de seca e fome

O país africano está sendo assolado por (mais) uma das maiores catástrofes da sua história milenar

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A Etiópia, um dos países mais pobres do planeta, é um dos maiores beneficiários das ajudas prestadas pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, que, em 2014, doou para a Igreja local mais de 1,2 milhão de euros. Neste ano, a contribuição da fundação deverá apoiar as 13 dioceses do país, nas quais mais de 10 milhões de cidadãos etíopes correm nada menos que perigo de morte por causa da seca extrema que assola o já sofrido território.

O pe. Haile Gabriel Meleku, vice-secretário geral da Conferência Episcopal da Etiópia, afirmou à fundação que “a situação está piorando dramaticamente. As pessoas que correm perigo já são agora dois milhões a mais do que no mês passado, e esse número pode ser ainda maior do que estimamos”.

A estiagem severa está provocando migrações internas que afetam a frequência das crianças à escola e que podem causar conflitos com os já residentes nos locais de chegada dos migrantes. Há partes do país atingidas com menos ou mais intensidade, mas a Etiópia inteira sofre com a situação. Chama a atenção, de passagem, uma observação do pe. Haile:

“Muitos fiéis já não têm força para caminhar três ou quatro horas até a igreja mais próxima”.

Sim, você leu isso mesmo. Existem fiéis cristãos que, para participar da liturgia, caminham quatro horas sob um sol em brasa, em plena crise de fome e de seca, em um dos países mais pobres do planeta.