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Governo da China ordena que igrejas preguem o comunismo nos sermões

Jaime-Jover-CC
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Um sacerdote recebeu ordens para “estudar o pensamento do presidente Xi Jinping” e passar por um exame: se reprovado, poderia ser expulso do ministério

A organização internacional Bitter Winter, especializada em monitorar a perseguição religiosa na China, tem denunciado corajosamente a intensificação dos atropelos perpetrados pelo Partido Comunista Chinês contra os cristãos, com restrições ainda mais duras ao culto religioso, proibição de transmissões religiosas pela internet, fechamento forçado de igrejas, expulsão de clérigos e demolição de templos e monumentos cristãos, além da prisão de católicos que não aderem à autodeclarada Associação Católica Patriótica Chinesa, que de católica não tem nada além do nome: trata-se de uma entidade criada pelo próprio regime e controlada inteiramente pelo Partido, visando barrar a influência do Vaticano sobre os fiéis.

O governo já tinha tomado medidas inacreditáveis como mandar substituir quadros dos 10 mandamentos dentro de igrejas por frases do atual presidente Xi Jinping, bem como imagens religiosas por retratos do mandatário. Uma das denúncias recorrentes da Bitter Winter e de outras entidades como a China Aid é que o regime está ordenando que os sermões nas igrejas filiadas à Associação Católica Patriótica Chinesa preguem o comunismo.

Na cidade de Zibo, o órgão governamental denominado Departamento de Trabalho da Frente Unida enviou em 13 de abril uma resolução aos grupos religiosos locais determinando que seja pregado “o amor pelo país e pela comunidade”, bem como “a necessidade de promover a adoção do socialismo”.

Um sacerdote relatou que, três dias depois dessa determinação, recebeu ordens de um funcionário do governo para “estudar o pensamento do presidente Xi Jinping” e passar depois por um exame: se fosse reprovado, poderia ser expulso do ministério.

Essas “iniciativas” foram impulsionadas por um documento publicado em fevereiro pelo Departamento de Assuntos Étnicos e Religiosos de Shenyang, que ordenou às comunidades religiosas locais promoverem o pensamento de Xi Jinping. Nos locais de culto, devem ser lidos textos sobre a ideologia do regime comunista, bem como os sermões dos clérigos devem “introduzir esses conhecimentos para garantir a sua adaptação à identidade chinesa”.

A comunidade católica fiel à Igreja é clandestina no país. Os cidadãos católicos são autorizados a frequentar somente os templos vinculados à associação gerida pelo Partido Comunista. Segundo uma fonte da Bitter Winter, frequentar as igrejas controladas pelo governo implica aceitar a doutrinação do regime. A fonte declara:

“As cruzes são substituídas por bandeiras nacionais e eles dizem para você amar o Partido Comunista. A situação é grave. É o maior desafio para os cristãos”.

A perseguição se estende também a outras religiões. A mesma Bitter Winter denuncia que comunidades muçulmanas foram forçadas a comer carne de porco durante o mês do Ramadã, importante período de jejum para o islamismo. A carne suína não é permitida pelas leis islâmicas por ser considerada impura.

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