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Arcebispo de Nova Iorque: direitos humanos começam no útero

Cardeal Dolan

Jeffrey Bruno

Francisco Vêneto - publicado em 25/10/21

"Acabar com a violência do aborto é o primeiro passo para acabar com todas as formas de violência"

Os direitos humanos começam no útero materno, reafirmou o cardeal arcebispo de Nova Iorque, Timothy Dolan, na coluna que escreve para o jornal arquidiocesano. Portanto, acabar com a violência do aborto é o primeiro passo para acabar com todas as formas de violência na sociedade, estejam elas ligadas a racismo, pobreza ou criminalidade.

“A violência não acabará até acabarmos com a supostamente intocável permissão radical para o aborto, que parece ter cativado um segmento da nossa sociedade. Mas, como escreveu a Madre Teresa, não devemos ficar surpresos quando ouvimos falar em assassinatos, matanças, guerras, ódio: se uma mãe pode matar o próprio filho, o que nos resta senão matar-nos uns aos outros?”.

O cardeal observou que “a vida humana é hoje tratada como descartável” e enumerou exemplos que vão da situação de milhões de refugiados ao drama dos afegãos, do crime violento ao aumento dos suicídios, do fantasma dos tiroteios em massa aos crimes de omissão durante a pandemia de covid-19. E recordou que, num contexto de tanta violência, a cultura da morte e do descarte humano só piora quando se passa a mensagem de que não há nada de errado em desmembrar e exterminar bebês inocentes ainda no ventre materno.

Ele questionou: se pode ser exterminada a vida frágil de um bebê inocente em pleno ventre da mãe, então quem é que está seguro? Se as conveniências podem triunfar sobre a vida do bebê no ventre materno, qual é então a vida humana que não está ameaçada? Se a lei não só permite a destruição da vida vulnerável, mas até obriga os profissionais de saúde a destruí-la contra a própria consciência, qual é a mensagem que estamos enviando sobre a dignidade da pessoa humana e sobre a sacralidade da vida?

O arcebispo recordou ainda as palavras do Papa Francisco, que comparou o recurso ao aborto com a contratação de um “assassino de aluguel” para “resolver um problema”.

Ao finalizar, o cardeal Dolan convidou a todos, independentemente de religião, a defenderem os indefesos e denunciarem o inexistente “direito” ao aborto como “desumano, violento e contrário aos direitos humanos”.

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