Você já deve saber: a Facebook Company (empresa que controla a rede social homônima, além do Instagram e WhatsApp) mudou de nome, passando a se chamar “Meta”. A nova marca é uma clara referência ao metaverso.
O próprio CEO da empresa, Mark Zuckerberg, já havia se referido ao termo e à estratégia em entrevista ao site “The Verge”. Ele também já adquiriu uma empresa de produção de óculos de realidade virtual, uma tecnologia que pode ser primordial para o desenvolvimento do que será o futuro da internet.
O que é metaverso?
Embora a ideia não seja nova (já esteve presente em filmes e livros de ficção científica dos anos 1990), o conceito de metaverso é um tanto quanto abstrato e ainda está em construção.
O que se sabe, entretanto, é que será um ambiente virtual marcado por uma nova forma de relacionamento com os mundos real e virtual. Tudo passará a ser “ainda mais real”, embora virtualmente.
Por exemplo: antigamente, para assistir à Missa, as pessoas precisavam ir a uma igreja e permanecer lá fisicamente. Depois, tiveram a oportunidade de acompanhar a celebração pelo rádio. Mais tarde, pela TV. E, agora, podem assistir por streaming. O próximo passo é o metaverso.
Assim, ao que tudo indica, assistiremos à Missa, nos relacionaremos com as pessoas (próximas ou distantes), faremos compras, estudaremos, jogaremos videogames e veremos filmes não mais através de uma simples tela. O metaverso será uma fusão das telas com outros softwares, aplicativos e devices, como óculos de realidade virtual, realidade aumentada e dispositivos “vestíveis”, como relógios, roupas, avatares.
E de que forma essa revolução na maneira como interagimos como o mundo vai impactar na nossa relação com o sagrado? Será que o metaverso também vai mudar o modo como praticamos a nossa fé em Deus?
Metaverso e religião
Para o jornalista Moisés Sbardelotto, que é mestre e doutor em Comunicação, além de professor e pesquisador do Núcleo de Estudos em Comunicação e Teologia da PUC Minas, o espaço religioso já é uma espécie de metaverso. A a prática da fé é capaz de nos levar a um outro espaço, embora permaneçamos fisicamente no nosso. Com as devidas proporções, essa é a promessa do metarvervso.
Em entrevista ao site do Instituto Humanitas Unisinos, Sbarbdelotto afirma:
Sacramentos e liturgia
O autor ainda alerta que, a exemplo do que acontece hoje no mundo digital, na era do metaverso continuará sendo impossível a vivência efetiva dos sacramentos:
Por outro lado, o pesquisador considera que a liturgia é uma experiência condizente com a ideia do metaverso:
Evangelização nos novos tempos
Enfim, o pesquisador ainda relata oportunidades e desafios que a Igreja deverá enfrentar com o advento do metaverso. Além disso, alerta para a necessidade de encontrar formas ainda mais eficazes de evangelização na realidade que está por vir:
Clique aqui e leia a entrevista na íntegra.