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Aumenta infidelidade online: a internet ataca a família

Aleteia Vaticano - publicado em 24/04/13

Resultado da cultura do consumo, segundo Paolo Gentili, diretor do departamento italiano para a Pastoral Familiar

A internet é, cada vez mais, o lugar do social network, das comunidades. Tornou-se um ponto de encontro de pessoas, mas também um lugar repleto de armadilhas e tentações. 


É o caso de um fenômeno que está crescendo em importância: os sites especializados em encontros. Não somente para solteiros, mas projetados também para aqueles que, já casados, querem viver uma "aventura". É um negócio bastante rentável, que chegou a todos os lugares.


Por trás disso, há uma cultura da relação entendida de forma consumista, sem nenhuma ideia real da pessoa e de como colocar-se a serviço do outro. Este é um tema delicado, que acaba destruindo a família.


Por isso, a Aleteia conversou com Paolo Gentili, diretor do departamento italiano para a Pastoral Familiar da CEI (Conferência Episcopal Italiana).

As redes sociais favorecem, de maneira natural, este tipo de comportamento, mas é significativo que o próprio conceito de fidelidade conjugal seja colocado em jogo assim. É o indicativo de uma nova forma de conceber o compromisso e a família?


A forma de se comunicar mudou. Os novos instrumentos da internet oferecem amplas possibilidades de comunicação, mas isso pode provocar facilmente, nos momentos de mais fragilidade da vida cotidiana, situações que podem destruir as relações.


Não se pode imaginar um mundo sem redes sociais, mas podemos trabalhar na educação para o diálogo dentro dos casais, um diálogo espiritual, que ajude e sair do isolamento que os casais vivem nas nossas cidades, muitas vezes longe de uma comunidade cristã sólida.


É um fenômeno em crescimento, que precisamos levar em consideração. Obviamente, é necessário partir do Evangelho e do tema do cuidado, sobretudo por parte dos sacerdotes que podem apoiar os casais, os namorados e os solteiros em suas vidas. É preciso redescobrir e educar na virtude da prudência na hora de usar estes instrumentos de comunicação.

O próprio acesso à pornografia online muda a percepção das relações sociais, causando um enfraquecimento dos vínculos do casal. Há um percurso pastoral que ajude os casais jovens, neste aspecto?


Sem dúvida, o mal existe e está crescendo em certas formas de comunicação, mas, acima de tudo, o que chama a atenção é o vazio que se cria no casal.


A boa vida do casal se baseia no aprofundamento do mistério da pessoa amada, ao longo dos anos, contra certa cultura do consumismo e do hedonismo. Há uma originalidade de formas na pornografia, quando o que é preciso fazer é redescobrir a novidade na pessoa amada, contra a instrumentalização da pessoa.


Na pornografia, há uma ocultação da beleza interior. É preciso voltar a anunciar a beleza nas rugas, nas lágrimas da relação; a pessoa revela um mistério que recorda o mistério de Cristo.


Precisamos recuperar uma inocência do olhar, porque, no olho de quem observa, se capta a beleza do outro. Na pornografia, há sempre uma tentação de possessão e coisificação da pessoa; é um estilo de vida baseado na superficialidade. É necessário educar no aprofundamento das relações humanas.

Como a Igreja enfrenta o tema da família? Quais são os principais desafios de hoje?


Aqui na Itália, por exemplo, há diversos campos de ação. Antes de tudo, o casal e a família, a beleza do amor para sempre, que precisa de uma contínua conversão.


Publicamos recentemente o documento "Orientações pastorais sobre a preparação para o matrimônio e a família", que trata, à luz do magistério, de favorecer um caminho de acompanhamento dos adolescentes e dos namorados, com uma especial atenção à proteção da corporeidade nos jovens e, depois, para os jovens esposos, que se tornam pais.


O Papa Francisco nos recordou que "a comunidade cristã é o sujeito do anúncio da beleza do amor esponsal". A relação conjugal se sustenta na comunidade, no Pão Eucarístico.


No entanto, hoje se vive no isolamento do casal e das pessoas no interior da família. Os instrumentos de comunicação, que parecem uma maneira de fugir da solidão, sem uma comunidade e uma educação na prudência, acabam cortando mais ainda a relação com os outros.

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