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Quais foram as piores decisões que você tomou na vida?

© Alexey Fursov/SHUTTERSTOCK

Juan Ávila Estrada - publicado em 09/10/13

Reflexão sobre a liberdade, a conversão e a volta do filho pródigo: para retomar o caminho, é preciso ter coragem e a força interior de Deus

Quando me perguntaram qual é, na minha opinião, o texto do Evangelho que mais reflete o amor de Deus pelo homem, respondi sem hesitar: a parábola do Pai misericordioso. Ela é acompanhada das parábolas da ovelha perdida e da moeda perdida.


Filho, moeda e ovelha são reflexos de cada um de nós; o Pai, a mulher e o pastor representam Deus; a festa pelo encontro do filho, da moeda e da ovelha são manifestações da alegria de Deus ao recuperar-nos.

Deus dá a cada ser humano uma herança que nunca lhe tirará, herança que o filho pede ao seu pai para poder partir de casa. Penso em duas coisas ao falar desta herança: na inteligência e na liberdade, ou capacidade para pensar e para decidir – duas realidades inegáveis na vida, inalienáveis: não podemos renunciar a pensar nem a decidir.


Desde o instante da criação, Deus arriscou toda a sua onipotência, pois sabia que poderíamos fazer o que quiséssemos com estes dons. Hoje, cada um entende, a partir do seu raciocínio, o que é bom ou mau, e cada um, em sua liberdade, toma as decisões que quiser, ainda que sejam prejudiciais para a vida.


Mas quais foram esses momentos nos quais tomamos as piores decisões na vida?


Sem dúvida, foram momentos nos quais estávamos longe de casa, quando nos distanciamos de Deus. Longe de casa, não sabemos administrar a herança, desperdiçamos nossa inteligência e nossa liberdade. Somente diante de Deus é que podemos acertar nas decisões.


A fartura ao estar em casa obedecendo outros acaba sendo considerada por nós como um atentado à liberdade. Quando crescemos, pensamos que ninguém tem direito de nos instruir sobre o que devemos fazer. É então que dizemos a Deus que queremos sair de casa e viver nossa vida do nosso jeito.


Quem nunca achou que seus pais incomodam muito? Acho que todos nós já passamos por isso. Mas por que os pais nos irritam? Por uma razão: porque amam. Incomodar é uma forma de amar. Temos de nos preocupar no dia em que eles não nos incomodarem mais, pois isso significará que não se importam conosco.


Ninguém gosta de ser incomodado pelos pais, mas, como adultos, reconhecemos que foi necessário que fizessem isso para nos tornar pessoas melhores. O problema se dá quando a pessoa se sente suficientemente autônoma e sábia para decidir o que fazer com a própria vida; mas a inteligência que a tecnologia nos dá não se compara com a sabedoria dos pais, de Deus.


Por que alguém de fora tem que nos dizer o que fazer ou deixar de fazer? As normas, as leis existem para salvar. Os mandamentos existem para salvar a vida, e desobedecê-los leva à morte.


Para afastar-se de Deus, é preciso percorrer um longo caminho, mas para voltar a Ele também. Por isso, converter-se não é simples. O caminho de volta é tão longo quanto o de ida, e não se pode pretender desfazer em um curto tempo o que se fez em um longo tempo. Não podemos desfazer rapidamente o que fizemos lentamente, nem descer pelo elevador o que se subiu pela escada.


O afastamento de Deus é lento, com pequenas decisões, com essas coisas que às vezes chamamos de "pequenas mentiras", mas, quando menos esperamos, o mau uso da liberdade nos leva a um porto desconhecido. Para retomar o caminho, é preciso ter coragem suficiente e a força interior de Deus para voltar à casa do Pai.


O caminho de ida não pareceu tão longo quanto o de volta, e por isso sentimos a tentação de ficar onde estamos. Mas, quando é necessário voltar, precisamos criar coragem e agir.


Já ouvimos frases como "Nunca me arrependi de nada na vida". Um filho de Deus não fala assim. Porque esse arrependimento é necessário para poder voltar, para nos converter. Essa volta sempre será uma festa no céu: haverá anel, sinal da herança restituída; vestes, sinal da dignidade recuperada; e sandálias, como símbolo da liberdade que Deus nunca tira de nós.


Afastar-se com a herança sempre será a maior tentação. Liberdade, liberdade, finalmente! Este parece ser o grito dos que vão embora de casa, mas a má administração dessa liberdade nos impõe também a responsabilidade de poder livremente voltar a Deus.

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