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Índias tem 14 milhões de escravos, muitos deles cristãos

CC UN Photo/Shareef Sarhan

Aleteia Vaticano - publicado em 22/10/13

Muitos são cristãos e pertencem aos “dalits”, os “sem casta”, os “intocáveis”, ou seja, pertencem à classe mais baixa da sociedade

30 milhões de pessoas vivem em escravatura em todo o mundo, segundo um trabalho publicado em Londres pela ONG australiana Walk Free Foundation.

75 % dos escravos vivem na Ásia. Só a Índia possui cerca de 14 milhões.

Muitos são cristãos e pertencem aos “dalits”, os “sem casta”, os “intocáveis”, ou seja, pertencem à classe mais baixa da sociedade. Um número considerável destes escravos indianos dos tempos modernos reside em Orissa, que, segundo o Arcebispo de Cuttack-Bhubaneshwar, D. John Barwa,  é “o estado mais pobre do mundo”.

Ser escravo, segundo o novo Índice Mundial agora publicado, inclui não apenas a definição tradicional, mas também práticas similares, como casamentos forçados, venda, ou exploração infantil.

A Índia é, de longe, o país com o número mais alto de escravos – quase 14 milhões -, mas o lugar onde o problema é proporcionalmente mais grave é a Mauritânia.

Nesse país do norte da África, 4% de sua população vive em regime de escravidão, segundo a Walk Free Foundation (WFF).

O primeiro país latino-americano no ranking é o Haiti, que aparece em segundo lugar, atrás da Mauritânia. Também aparecem na lista Peru (65º), Suriname (68º), Equador (69º) e Uruguai (72º).

Os dez países com maior número de escravos são a Mauritânia, Haiti, Paquistão, Índia, Nepal, Moldávia, Benin, Costa do Marfim, Gâmbia e Gabão.

A WFF espera que este relatório ajude os governos a vigiar e controlar o problema.

“Surpreende muita gente ouvir que a escravidão ainda existe”, disse à AFP o director da organização, Nick Grono, acrescentando que “a escravidão moderna reflecte todas as características da antiga”.

“As pessoas são controladas pela violência. São enganadas, ou forçadas a trabalhar, ou são colocadas numa situação em que são economicamente exploradas” e “não são livres para ir embora”, explicou.

(Departamento de Informação da Fundação AIS)

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