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Filhos que não conhecem seus pais

© Florence DURAND / SIPA

Un científico investiga con embriones

Cleofas - publicado em 12/11/13

Um número cada vez maior de crianças e jovens, gerados em laboratórios, já não sabem quem são seus pais

Eu gostaria de lhe perguntar: como você se sentiria se não conhecesse seu pai, ou se soubesse que você tem muitos outros meios-irmãos que também não conhece? Pois bem, isto hoje acontece e muito.

Há muito tempo começaram a aparecer os frutos amargos das fertilizações “in vitro” (FIV, bebê de proveta), desde o começo condenadas pela Igreja, que é “perita em humanidade”, como disse um dia Paulo VI.

Um número cada vez maior de crianças e jovens, gerados em laboratórios, já não sabem quem são seus pais, porque alguns países permitem que os homens sejam doadores anônimos de esperma para os programas de fecundação “in vitro” (FIV).

A Agência de notícias “Zenit.org” (14/12/06), relatou o caso triste da jovem Katrina Clark.

Em 17 de dezembro de 2006, o jornal americano “Washington Post” contou a história desta estudante da Universidade de Gallaudet, com 18 anos, que disse: «não sei nada da metade das minhas origens». Isto é muito triste, a pessoa não conhecer a sua história é algo frustrante e desumano, que pode ter profundas consequências psicológicas.

Clark foi concebida por meio de sêmen de um doador desconhecido, quando sua mãe tinha 32 anos e tinha medo de não conseguir ter uma família de outra forma. Clark denuncia que o debate sobre a fertilização “in vitro” tende a centrar-se nos adultos, sendo que muitas crianças, resultado da FIV, sofrem de problemas emocionais. Ela afirmou que: “É hipocrisia que os pais e os profissionais da medicina assumam que as raízes biológicas não terão importância para os “produtos” de seu serviço de crio-bancos, quando o que em primeiro lugar leva clientes a estes bancos é alcançar uma relação biológica”.

As investigações de Clark a levaram há pouco tempo a descobrir seu pai, mas muitas outras crianças FIV não têm a mesma sorte. Mas, mesmo que descubram quem são os seus pais, é triste saber que foram geradas fora de uma relação de amor entre eles, sendo que isto é o “ato fundante” da vida, para a Igreja. Não se pode dissociar o ato criador do ato de amor do casal. A Igreja ensina que:

“O ato fundante da existência dos filhos já não é um ato pelo qual duas pessoas se doam uma à outra, mas um ato que “remete a vida e a identidade do embrião para o poder dos médicos e biólogos, e instaura um domínio da técnica sobre a origem e a destinação da pessoa humana. Uma tal relação de dominação é por si contrária à dignidade e à igualdade que devem ser comuns aos pais e aos filhos” (Donum Vitae, II,741,5). “A procriação é moralmente privada de sua perfeição própria quando não é querida como o fruto do ato conjugal, isto é, do gesto específico da união dos esposos… Somente o respeito ao vínculo que existe entre os significados do ato conjugal e o respeito pela unidade do ser humano permite uma procriação de acordo com a dignidade da pessoa” (idem, II,4).

O jornal “Daily Telegraph”, da Austrália, também  publicou, em 27 de setembro de 2006, um artigo onde relata a situação de Justin Senk, do Colorado, EUA, que descobriu aos 15 anos que havia sido concebido “in vitro” de um doador anônimo. Senk investigou a sua origem e chegou à complicada conclusão que tinha quatro irmãos e irmãs que viviam em um raio de 25 quilômetros — com um total de cinco crianças nascidas de três mães que haviam se submetido a um tratamento de fertilidade na mesma clínica. A identidade do pai segue sendo desconhecida.

Não é preciso fazer um esforço de reflexão para entender que isto significa a total destruição da instituição familiar.

Outro caso narrado aconteceu em Virgínia, EUA, onde 11 mulheres tiveram filhos concebidos do esperma de um mesmo homem.  O “Daily Telegraph”, da Austrália.  Calcula que só 30% das crianças concebidas com esperma doado conhece a identidade de seu pai. Isto além de ser uma enorme injustiça e maldade com as crianças, é um fator terrível de destruição da família. E o que será da sociedade sem a família?

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