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O amor existe ou é uma fantasia?

© LilKar/SHUTTERSTOCK
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Só o amor dá orientação à vida, salva do sem-sentido da existência, confere plenitude ao ser e nos eterniza no tempo

Todo ser humano anseia por encontrar o amor, viver o amor e morrer com a experiência de ter se sentido amado. Não se pode viver sem acreditar no amor. Esta busca constante nos levou a exigir provas da sua existência, mas infelizmente buscamos em outras pessoas o que deveríamos começar a buscar em nós mesmos.
 
Este é o primeiro grande erro: buscar o amor em outros, e não no próprio interior e nas próprias certezas. Achamos que os outros devem nos convencer de que não estamos diante de uma fantasia e que somente quando fizerem isso é que chegaremos à conclusão de que não vivemos em um conto de fadas.
 
Desconhecemos uma grande verdade: o amor existe em quem acredita nele, pois este já é um indício da sua presença. O que acontece é que precisamos de educação, guia, amadurecimento para que isso que começou como uma mera exaltação dos sentidos e das emoções se torne uma decisão que nada nem ninguém poderá arrancar do nosso coração.
 
Mas o que pensar daqueles que, nesta busca por conhecer a força de um amor, são capazes de pedir provas disso?
 
Não existem provas de amor, pois o que hoje se pode fazer por alguém amanhã pode ser que já não se faça. E qualquer prova pedida é uma forma de manipulação velada. No amor, podemos usar a mesma fórmula cristã da proibição do juramento: é preciso dizer sim ou não. Acreditamos no amor ou não. Neste sentido, o que conta é a sinceridade.
 
Amar é a vocação de todo ser humano. Fomos criados para o amor; ele é o nosso começo, nosso meio e nosso fim. Mas, neste incessante desejo por possuí-lo, por experimentá-lo, cometemos grandes erros, pois podemos achar que, para chegar a ele, qualquer coisa é válida, incluindo pisotear os outros.
 
Não se constrói uma vida sobre as cinzas de outra. Quem nega aos outros o direito ao amor, acaba o negando a si mesmo. Não podemos viver o amor sozinhos, porque ele é uma vocação de todos.
 
O amor, como tal, não busca nem sequer instaurar a justiça, porque a justiça pode existir sem o amor. O amor é capaz de ir além da justiça, vai além do merecimento, para tornar-se doação total.
 
O problema de tudo isso radica no fato de que não compreendemos que o amor também precisa de treino, ensino, aprendizagem, para sermos capazes de assimilar que nem tudo se reduz a um belo sentimento (que, quando desaparece, nos faz acreditar que tudo acabou). O amor não é movido por fortes emoções; amor é comportamento, atitude permanente, doação irrestrita.
 
Não estamos falando de algo que possa ser encontrado na esquina da paixão nem na simplicidade da simpatia e do enamoramento. O amor tem pele, mas não é epidérmico; tem beijos, mas não busca a paixão; tem abraços, mas não é possessivo; tem corpo, mas não se reveste de genitalidade.
 
Estamos falando daquilo que é essencial ao ser humano e, portanto, é o que o levará à perfeição da vida.
 
Só o amor dá orientação à vida, salva do sem-sentido da existência, confere plenitude ao ser e nos eterniza no tempo. Quem quer ser, precisa amar, e quem ama se torna um “deus” sem ser Deus.
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