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Brasil envia pesquisa sobre famílias ao Vaticano

Family and the cross – pt

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Christiane Sales - Aleteia Vaticano - publicado em 17/02/14

Confira entrevista com o Pe. Rafael Fornasier sobre os resultados da pesquisa brasileira para o Sínodo dos Bispos

A III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, convocada pelo Papa Francisco para 5 a 19 de outubro, vai analisar os resultados das pesquisas feitas com leigos de todas as dioceses do mundo. O objetivo é detectar os principais desafios para a evangelização das famílias no contexto atual. A assembleia vai contar com a participação de bispos representantes das Conferencias Episcopais, além de sociólogos, antropólogos e médicos especialistas em questões ligadas a família. ALETEIA entrevistou o  Pe Rafael Cerqueira Fornasier, assessor nacional da Comissão E. P. para a Vida e a Família da CNBB, que organizou o documento enviado ao Vaticano com os resultados da pesquisa nas dioceses brasileiras. Confira a entrevista.

Qual foi a metodologia adotada nas pesquisas feitas no Brasil?

Assim que a presidência da CNBB recebeu o comunicado da Secretaria do Sínodo, ela se dirigiu aos bispos do Brasil, a fim de que as nossas Igrejas particulares dessem sua contribuição, pedindo que o Documento preparatório fosse estudado em todas as Dioceses, nas Paróquias, Comunidades, Institutos Superiores de Formação, Seminário etc. Orientou-se também para que cada Igreja particular realizasse uma síntese das respostas e observações e a enviasse ao Secretariado Geral, para que este, por sua vez, pudesse sintetizar as contribuições vindas das Igrejas particulares e enviá-la à Secretaria do Sínodo, que procederá, então, à elaboração do Instrumentum laboris (documento de trabalho) para o Sínodo extraordinário. Contudo, muitas foram as contribuições de paróquias, grupos, padres e leigos enviadas diretamente.

Pode nos informar os números de leigos que participaram e as parciais, porcentagens?

Não temos como mensurar, em números exatos e em porcentagem, a participação dos leigos na elaboração das respostas ao questionário. Contudo, os textos enviados, quase na sua totalidade, indicavam que a metodologia de trabalho empregada na diocese ou na comunidade paroquial, envolveu os leigos: membros da Coordenação de Pastoral da Diocese, dos Conselhos Paroquias de Pastoral, de várias pastorais, movimentos, serviços etc.. Contou-se, quase sempre, com uma significativa contribuição da Pastoral Familiar e de tantos outros movimentos e serviços familiares na realização de um trabalho conjunto com o clero. Ou seja, embora não se tenham números exatos, percebeu-se ampla e significativa participação na elaboração das respostas ao questionário.

A CNBB pretende fazer uma ação de evangelização local a partir do resultado?

Não há dúvidas que as respostas ao questionário, que foram enviadas à CNBB e que continuam sendo enviadas, constituem um importante material de trabalho para o futuro da ação evangelizadora no âmbito da família. No entanto, como nesta fase de preparação para o Sínodo, o objetivo foi de realizar um levantamento das diversas situações elencadas no questionário, elaborando assim o status quaestionis, será necessário avançar juntamente com a Igreja universal, através dos trabalhos desse Sínodo extraordinário e do Sínodo ordinário em 2015, a fim de se tirar conclusões acertadas que orientarão o trabalho da Igreja no Brasil e no mundo com e em favor da família.

O resultado surpreendeu a Comissão?

Quanto à participação das Igrejas particulares, o resultado, de fato, é extremamente significativo. Houve uma participação bem maior do que a do Sínodo sobre A Nova Evangelização para a Transmissão da Fé. Quanto às respostas, deve-se salientar a grande convergência do conteúdo das mesmas.

Diante das respostas, na sua opinião, qual seria o maior desafio para a evangelização das famílias no Brasil?

É sempre difícil apontar o “maior desafio” para a evangelização da família de forma genérica, pois há muitos desafios, variáveis em função das idades, das regiões e das situações das próprias famílias. Contudo, poder-se-ia dizer que temos diante de nós a grande missão de continuarmos apresentando a Boa-Nova da família às crianças, aos jovens e aos adultos como uma proposta que responde, mais adequadamente, aos anseios profundos do coração do homem e da mulher e às suas necessidades pessoais e sociais, de modo criativo, atraente, convincente e alegre.

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