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Estilo de vida

Como tomar decisões?

AFP PHOTO/OSSERVATORE ROMANO

CITE DU VATICAN, Vatican City : This handout picture released by the Vatican Press Office on February 11, 2013 shows Pope Benedict XVI addressing an ordinary consistory at The Vatican the same day. Pope Benedict XVI announced he will resign on February 28, a Vatican spokesman told AFP, which will make him the first pope to do so in centuries. AFP PHOTO/OSSERVATORE ROMANO RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT “AFP PHOTO/OSSERVATORE ROMANO"

Carlos Padilla Esteban - publicado em 17/02/14

O exemplo da renúncia de Bento XVI e a capacidade de decisão

Na vida, precisamos tomar decisões importantes. Temos de optar e escolher. Em tudo, é prudente fazer a vontade de Deus, porque ela dá sentido à vida. Diante de nós se encontram a vida e a morte; o que decidimos é importante, mas isso nem sempre é uma tarefa fácil.


Há alguns dias, a renúncia de Bento XVI cumpriu um ano. Alguns disseram que ele afirmou: "Deus me disse isso". O Senhor fez crescer em seu coração "um desejo absoluto de permanecer a sós com Ele, recolhido em oração". Deus acompanhou seus passos na decisão mais difícil da sua vida.


Não é fácil decidir. Menos ainda quando na decisão entram em jogo muitos fatores, quando tantas pessoas dependem do que decidimos. Decidir quando o caminho parece óbvio é simples. No entanto, tomar decisões quando tudo parece indicar o contrário é um salto de fé.


Na vida religiosa, também é fácil cair na massificação. É preciso ter muita maturidade e autonomia, liberdade interior e espírito de Deus para tomar decisões arriscadas. Como dizia o Pe. Kentenich, "quando não tomamos decisões por nós mesmos, somos nós mesmos a causa de todas as tendências de massificação". Nós nos massificamos quando não decidimos e simplesmente nos deixamos levar pela correnteza, ainda que ela seja boa.


Precisamos tomar decisões todos os dias. Estamos diante da morte ou da vida. O caminho que temos de seguir é o que Deus quer, mas não sabemos muito bem se é Ele quem quer ou se somos nós que desejamos. Então, precisamos escolher uma coisa ou outra.


Optamos inclusive quando não optamos, simplesmente quando deixamos o tempo passar e nossa oportunidade acaba voando. Um dos traços mais característicos do homem atual é sua falta de capacidade pessoal de decisão.


É custoso tomar decisões. Como decidimos? Falamos com Deus, consultamos o Senhor? Decidimos de acordo com o que mais nos convém? Levamos em consideração as outras pessoas, sua felicidade?


Às vezes, decidimos achando que o caminho mais difícil é certamente o que Deus quer. Mas nem sempre é assim. É difícil acertar.


Ao mesmo tempo, uma vez tomada a decisão, pode ser difícil levá-la à prática. É um ato de vontade, do coração que se compromete com a vida. Como dizia o monge beneditino Menapace, "é muito custoso entender que a vida e a maneira como a vivemos dependem de nós, dependem da nossa força de vontade. Se eu não gosto da vida que levo, preciso desenvolver as estratégias para mudá-la, mas está na minha vontade o poder de fazer isso".


De nós depende tomar decisões importantes e também as que não importam tanto. Mas inclusive estas últimas, aparentemente pouco transcendentes, vão marcando o nosso caminho.


Seguir Deus, escutar sua voz, obedecer seus desejos. Parece fácil. É optar pela vida e deixar a morte de lado. Para isso, precisamos olhar para o nosso coração, beber da fonte que brota da alma. Amar o que Deus ama em nós. São Francisco de Sales aconselhava: "Preocupe-se por amar a vontade de Deus não porque ela está de acordo com a sua, mas, ao contrário, ame a sua vontade somente porque ela corresponde à de Deus".


Amar sua vontade é o caminho. Precisamos deter os passos e fazer silêncio. Como dizia Eloy Sánchez Rosillo: "Olhe para dentro de você com esperança, sem melancolia. A luz do coração não conhece a morte". Amar esse Deus que habita no profundo da alma.


Às vezes, o caminho que Ele nos indica não coincide com nossos desejos. Mas Deus fará que amemos o que Ele ama. Assim nasce a capacidade de ver o lado bom da vida, de apreciar a beleza em meio ao pó, a alegria nos momentos de dor.

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