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Realismo: uma alternativa para a pós-modernidade

© artproem
Relativismo
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Ter uma atitude realista diante da vida pode ser uma alternativa para escapar do relativismo angustiante que experimentamos no dia-a-dia

O que é a verdade? Qual é a melhor escolha a se fazer? O que é o bem o que é o mal? Quem está certo ou quem está errado? Qual é o verdadeiro sentido da vida? Nesse nosso mundo pós-moderno essas perguntas se fazem ressoar nas consciências daqueles que não se deixam ficar apáticos diante do meio em que se vive. Essas perguntas se devem ao clima de desconforto vivenciado pelas pessoas que ficam perdidas diante de tantas alternativas bonitas que o mundo globalizado apresenta. Mas será que essas alternativas são verdadeiras? Será que elas nos farão felizes?

Diante de tantos outdoors, painéis coloridos, sensualidade e sorrisos que tentam nos oferecer seus produtos, e, nesse contexto tudo se torna produto: religião, pessoas, animais, lugares, estilos etc. A melhor saída que tenho encontrado para lidar com esse turbilhão de novidades é o velho modo clássico de pensar aristotélico: o realismo. Ter uma atitude realista diante da vida pode ser uma alternativa para escapar do relativismo angustiante que experimentamos no dia-a-dia.

Como já nos é sabido o relativismo é uma doutrina na qual a verdade é subjetiva, ou seja, aquilo que a pessoa pensa ser verdade se torna verdadeiro. Logo, a verdade não é única, mais existem varias verdades de acordo com o que pensa cada pessoa. Com essa doutrina corremos risco o grande risco de cair na própria armadilha que montamos. Pode acontecer de elegermos um valor como “roubar é bom”, e em algum momento posso ser roubado e não gostar nenhum pouco. Esse tipo de contradição pode nos deixar sem estabilidade diante de alguns acontecimentos da vida, e a consequência disso é o tédio, a falta de ânimo.

Compreender a vida com realismo pode ser uma saída. O realismo implica em saber que existem outras pessoas que pensam diferente e outros seres e coisas, cuja existência e essência independem da minha inteligência ou do meu modo de pensar. Assim, as coisas são o que são independentemente do que eu desejo que seja verdadeiro. Sendo assim, eu não sou a luz que tudo ilumina e a tudo dá sentido. Isso se torna muito pretencioso. Posso, sim, ser o portador dessa luz. Se a mentalidade passa a ser assim surge algo no ego que não é um puro e simples individualismo, mas que é a responsabilidade.

Quando eu me situo diante do mundo, percebo que não sou o seu criador e que ele segue o seu curso independente de mim. Eu não sou o centro do mundo, sou uma parte dele. Logo, como diz Heidegger, “não sou o criador do ser, mas o pastor do ser.” Isso é um olhar realista. A verdade existe independente do meu ato de racionar. Existem claro, vários modos de expressar essa verdade dependendo da consciência da pessoa. Entretanto, passo a encarar o real como possível da vida, como verdadeiro, como concreto. Assim, não fico perdido nas ilusões relativistas.  Portanto, voltando ao início do texto, a melhor alternativa diante das inúmeras propostas do mundo moderno é aquela que condiz com a minha realidade. Não dá para querer comprar um carro se só posso comprar uma bicicleta.

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