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A queda de Mossul, milenar cidade cristã do norte do Iraque

HAIDAR HAMDANI /AFP

Philip Jenkins - Aleteia Vaticano - publicado em 25/06/14





A ruína da Mossul cristã é um assunto dos nossos tempos. No início do século XX, o estado terrível da ordem pública no norte da Mesopotâmia tinha reduzido drasticamente a população cristã, enquanto incursões curdas e ataques de bandidos açoitavam reiteradamente os mosteiros e devastavam as suas bibliotecas. A Primeira Guerra Mundial foi outro golpe de quase-morte, com os turcos otomanos infligindo aos cristãos locais a mesma tentativa de genocídio que estavam aplicando contra os armênios. Por volta de 1920, a outrora transcontinental Igreja do Oriente, a Igreja assíria, se viu reduzida a cerca de quarenta mil sobreviventes na área de Mossul.

Mesmo assim, a comunidade assíria reviveu e coexistiu com outras comunidades cristãs, com os caldeus católicos, com os sírio-ortodoxos e com ortodoxos árabes. Os cristãos tinham a esperança de se beneficiar da laicidade do Estado, prometida pelo regime do Baath, de Saddam Hussein. Mossul era a casa do notório ministro das Relações Exteriores de Saddam, que trocou seu nome cristão de batismo, Michael Yuhanna, por um nome de sonoridade mais muçulmana: Tariq Aziz.

Mas não adiantou. A violência islâmica eclodiu após a invasão dos Estados Unidos em 2003 e a campanha do ISIS pode muito bem significar o golpe final. De maneira ainda mais dolorosa para quem conhece a história da região, o artigo que eu mencionei, sobre a tentativa derradeira de resistência dos cristãos, vinha ilustrado por uma imagem do Mar Mattai, hoje reduzido a um santuário para os civis locais.

Para quem se importa com a história cristã, uma tragédia como esta é quase o fim do mundo.
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Tags:
ConflitosCristianismoGuerraHistóriaMundo
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