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6 sugestões para você parar de gritar com seus filhos

Bethany Petrik

Kathleen M. Berchelmann, MD - Aleteia Vaticano - publicado em 07/07/14

Não, não existem gritos por amor

Os pais, em geral, têm levado a sério as pesquisas que dizem que dar palmadas nos filhos provoca neles comportamentos mais agressivos. Só que, em “substituição” das palmadas, a maioria dos pais anda gritando com os filhos.

Sim, eu também grito com os meus. Eu não gosto, mas grito. Por outro lado, tenho que reconhecer que grito muito menos hoje em dia.

Quando os meus dois primeiros filhos tinham 2 e 4 anos, eu me sentei com eles no sofá, certo dia, e gritei com eles até fazê-los chorar. Nem me lembro mais do que eles tinham feito. Acho que eu só gritei durante um minuto ou dois. Mas a lembrança daquele dia, para mim, é trágica. Eu não acho que os meus filhos tenham mudado nenhum dos comportamentos deles por causa dos meus gritos. A única coisa que eles aprenderam foi a ter medo de mim.

Os meus pais nunca gritaram comigo daquele jeito. Mesmo assim, eu tinha medo da minha mãe. Ela não tinha receio de me bater. Eu me achava uma pessoa melhor por não bater nos meus filhos, mas tenho certeza de que gritar, assim como bater, é uma solução de curto prazo que, no fim das contas, provoca mais mal do que bem.

Intuitivamente, nós sabemos que não é de berros que as nossas famílias precisam. Bons pais sabem que precisam modelar o comportamento que desejam ver nos filhos. Apesar disso, nós ainda gritamos. Gritamos, em geral, porque ficamos desesperados, cansados, frustrados, irritados e não sabemos mais o que fazer.

Gritar é só mais uma muleta, mas ela é ruim para as nossas famílias. Você percebe isso quando as crianças começam a gritar de volta. Esse não é o tipo de família com que você sonhou. Não é a família amorosa que você queria para os seus filhos.

Eu não estou falando do grito de pavor que brota espontâneo quando o seu filho corre para a rua ou se solta da sua mão no meio da multidão. Essas erupções do nosso medo transmitem aos nossos filhos um medo saudável. E as crianças sabem a diferença entre um grito de medo e um grito de raiva.

Também não estou dizendo que temos que falar a verdade nua e crua em tom de voz normal. Há momentos em que levantar a voz faz parte da sua tarefa de pai ou mãe. Estou falando de gritar para expressar raiva.

A pior gritaria é aquela que envolve insultos e xingamentos. Existe até uma pesquisa que mostra que esse tipo de gritaria é mais prejudicial do que as próprias palmadas. A pesquisa aponta que os efeitos prejudiciais da gritaria não são atenuados nem sequer pelo grau de amor, apoio emocional e afeto entre pais e filhos. Nem pela força do vínculo pais-filhos. Em outras palavras, “gritar por amor” é uma coisa que simplesmente não existe.

Quanto antes você acabar com o hábito dos gritos, melhor.

Veja 6 coisas que me ajudaram a mudar:

1. Planejamento.

Faça uma lista mental de técnicas de disciplina alternativas. Quando a criança se comportar de modo inaceitável, você estará pronto para intervir sem levantar a voz nem apelar para o castigo físico. Leva anos para desenvolver estratégias de disciplina familiar. Nós adotamos, por exemplo, a rotulagem de comportamento, o redirecionamento, a suspensão de atividades, a redação, os exercícios e outras abordagens.

2. Admita que gritar é ruim.

A sua raiva pode ser justificada, mas os gritos não são o melhor jeito de expressá-la. O que você faria no trabalho se estivesse com essa raiva? Espero que você não grite! Encontre outras formas de manifestar para os seus filhos que você está com muita raiva. E reconheça, também, que há momentos em que é contraproducente para eles saber que você está com raiva.

3. Não obrigue os seus filhos a competirem por atenção com o seu telefone celular.

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CasamentoFamíliaFilhosPaternidade
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