Aleteia

Exorcista de Oklahoma: com missa negra se aproximando, intensificar oração

Sam-Javanrouh
Compartilhar

Ritual promovido por grupo satanista está marcado para o próximo dia 21. Diante do avanço do satanismo, número de exorcistas nos EUA dobrou nos últimos anos

Brankin explica a diferença entre essas três categorias: "A opressão e a obsessão são estados muito dolorosos e prejudiciais de interferência demoníaca, mas são menos controladores do que a possessão diabólica. O controle exercido pela opressão e pela obsessão vêm de fora da pessoa, mas o controle demoníaco na possessão vem de dentro".

Em todo caso, este cenário contribuiria para o que mons. Brankin e outros especialistas chamam de necessidade crescente de exorcistas. O sacerdote de Tulsa diz que recebe vários pedidos de ajuda toda semana. "Tivemos sete chamados só ontem", declarou em sua entrevista ao Tulsa World, nesta semana.

Tal crescimento da demanda de exorcismos pode ser atribuído à contínua secularização da sociedade, afirma dom Slattery, recordando que quando chegou a Tulsa, há 20 anos, a diocese recebia um chamado por ano relacionado com ações demoníacas. "Mas, nos últimos anos, nós estamos sofrendo muito mais ação demoníaca", tendência que ele atribui a uma sociedade que se voltou com notável intensidade a práticas como a Ouija, a feitiçaria, a astrologia, as diversas formas de leitura da sorte e outras práticas ocultistas que “abrem a porta para o demoníaco”.

A primeira incursão de mons. Brankin no campo do exorcismo foi há mais de quatro anos, quando dom Slattery lhe confiou um caso particularmente preocupante. Brankin ainda nem era exorcista. Ele encontrou a pessoa possuída agachada num canto de uma sala. Ainda mais estranho, porém, foi o fato de que o demônio que possuía aquela pessoa o reconheceu imediatamente como sacerdote e afirmou que o padre não tinha recebido a autoridade para exorcizá-lo.

"Aquilo me assustou", conta mons. Brankin.

Meses mais tarde, depois do treinamento em Roma para a prática do exorcismo, já trabalhando com um exorcista experiente e tendo recebido as faculdades de exorcista, Brankin retornou à sua diocese. Em um caso posterior de possessão, o demônio lhe disse: "Então agora você tem as faculdades! Mas você ainda não vai conseguir fazer…" e soltou um palavrão.

"Os demônios riem constantemente do exorcista. ‘Você não tem força, você não tem poder. Eu tenho o direito de ficar aqui. Ela pertence a mim’, eles dizem".

Aquela vítima, no entanto, pôde sim ser exorcizada e hoje leva uma vida cristã saudável, relata mons. Brankin.
 

Boletim
Receba Aleteia todo dia