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Cidade curda síria registra combates e iraquianos atacam jihadistas

<p>Refugiados curdos de Kobane recebem toalhas, em um campo improvisado na cidade turca de Suruc</p>

Agências de Notícias - publicado em 17/10/14

O Pentágono admitiu que a situação é preocupante e que "Kobane ainda pode cair" em poder dos jihadistas

Os combates entre as forças curdas e o grupo Estado Islâmico (EI) na cidade curdo-síria de Kobane prosseguiam nesta sexta-feira, enquanto o Exército iraquiano lançava um ataque contra os jihadistas no país vizinho.

Nos dois fronts, a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos lançou ataques aéreos contra as posições desse grupo sunita radical que, segundo uma ONG síria, utilizou três aviões tomados do exército sírio. Eles teriam tido ajuda de membros do antigo exército iraquiano, da época do ditador Saddam Hussein.

A luta por Kobane, terceira maior cidade curda da Síria – na fronteira com a Turquia -, passou a ser considerada o símbolo da luta contra o EI, e o destino da região permanece incerto após 30 dias de combates intensos.

Em Kobane, os combatentes curdos não ainda conseguiram resgatar alguns civis por causa dos atiradores jihadistas emboscados, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Além disso, muitos habitantes preferem ficar e morrer em sua cidade a se exilar em outro país.

Os jihadistas controlam 50% do território desta cidade.

Segundo a ONG, os ataques da coalizão destruíram muitos veículos e peças de artilharia do EI. "É possível ver os corpos dos combatentes (jihadistas) nas ruas", afirma ainda a ONG.

Kobane parecia estar prestes a cair em mãos do EI, mas a resistência dos curdos e um aumento dos ataques aéreos aliados – 100 desde o final de setembro – conseguiram deter o avanço.

O EI, que se favoreceu da guerra civil na Síria, também luta em outras frentes, como em Deir Ezzor (leste) ou perto de Aleppo (norte), contra as forças do regime, e em Hassaka (nordeste), contra os curdos.

Por outro lado, na cidade rebelde de Duma, perto de Damasco, ao menos 15 pessoas morreram em ataques aéreos do regime de Bashar al-Assad, segundo ainda o OSDH.

Em um mês, "a batalha de Kobane" causou a morte de mais de 650 pessoas, segundo um registro do OSDH, que não inclui as vítimas dos ataques aéreos. O EI perdeu 374 combatentes; e os curdos, 268. Vinte civis também morreram.

Mais de 300.000 pessoas fugiram de Kobane desde o início da ofensiva do grupo extremista, no dia 16 de setembro.

O Pentágono admitiu que a situação é preocupante e que "Kobane ainda pode cair" em poder dos jihadistas.

Contra-ofensiva iraquiana

Já no Iraque, apesar do avanço dos jihadistas, que controlam a maior parte da província de Al Anbar (oeste), o Pentágono se mostra confiante de que Bagdá não corre riscos de invasão.

Em outra frente, as tropas iraquianas, apoiadas por bombardeios da coalizão, lançaram uma nova operação para tentar retomar territórios dos jihadistas ao norte de Tikrit, que fica ao norte de Bagdá.

A operação pretende "libertar zonas ao norte da cidade de Tikrit", que fica 160 km ao norte de Bagdá, afirmou Ali Musa, conselheiro do governador da província de Saladino.

Uma fonte militar confirmou a informação e disse que as forças avançam para o oeste de Tikrit e para o distrito de Baiji, também nas mãos do EI. Mas o avanço enfrenta problemas com as bombas deixadas na estrada.

Apesar do otimismo das autoridades, os esforços anteriores do exército para recuperar espaço na província de Saladino não apresentaram resultados.

Apesar dos esforços do governo iraquiano, os jihadistas avançaram nas últimas semanas na província de Al-Anbar (oeste), da qual controlam 85%.

O general americano Lloyd Austin, por sua vez, declarou que confrontar o EI no Iraque é a principal prioridade da coalizão internacional, enquanto que os ataques aéreos visam a cortar as linhas de abastecimento dos jihadistas na Síria.

"O Iraque é nosso principal esforço", declarou o comandante que supervisiona a guerra aérea.

Austin afirmou que os eventos em Kobane são "promissores", mas admitiu que ainda é "muito provável" que a localidade caia nas mãos dos extremistas.

(AFP)

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