Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Terça-feira 24 Novembro |
Santas Flora e Maria
home iconAtualidade
line break icon

Peshmergas versão 2.0 estão longe do estereótipo do combatente curdo montanhês

<p>Combatentes peshmerga na linha de frente, na cidade iraquiana de Erbil</p>

Agências de Notícias - publicado em 18/10/14

A ofensiva lançada no Iraque pelo Estado Islâmico fez com que toda uma nova geração voltasse a vestir o uniforme cáqui

Com bebidas energéticas, smartphones, jeans e camisetas, os jovens peshmergas, que travam uma luta feroz com os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI), estão longe do velho clichê dos combatentes das montanhas curdas.

Quase esquecidos desde os anos 1990 e o fim das insurreições contra Bagdá, os peshmergas, ‘aqueles que não temem a morte’, continuam a ser a imagem um pouco desatualizada dos montanhistas ferozes que conduziam uma guerra de guerrilha, com kalashnikov na mão.

Mas a ofensiva lançada no Iraque no início de junho pelo EI fez com que toda uma nova geração voltasse a vestir o uniforme cáqui. Mas esses novos combatentes que transmitem uma imagem muito diferente: são modernos, urbanos, e principalmente antenados com as novas tecnologias.

Muitos cresceram na cidade, neste Curdistão em pleno ‘boom’ econômico, que conhece há vários anos um crescimento de mais de 10%. Eles conversam pelo Facebook, Viber ou WhatsApp. Muitas vezes experimentaram a guerra através de jogos de videogame – embora muitos tenham aprendido a atirar com a velha kalashnikov da família.

Em Erbil, de volta do front, eles trocam o uniforme militar por um outro, urbano, e quando saem à noite, e deixam no carro seu rifle de assalto. Ao retornar para a guerra, guardam seu smartphone no bolso do colete à prova de balas.

"É a globalização, é um novo mundo e temos de nos adaptar", comenta o general peshmerga Sirwan Barzani.

"Os jovens de hoje, eles têm tudo: a tecnologia, smartphones, aplicativos… Eu vi um ontem, no front, que tinha um Iphone 6", diverte-se.

Os mais velhos são mais fortes

Na guerra contra o EI, as gerações vivem juntas. Idosos em trajes tradicionais – túnica marrom com fenda até a cintura e cinto largo de pano -, os mais novos com boné, óculos escuros e smartphones. "Você tem Facebook?", perguntam aos visitantes ocasionais.

Nos arredores de Gwer, localidade retomada em meados de agosto, Mohammed, de 19 anos, reconhece que "os mais velhos são mais fortes do que nós". "Mesmo sendo velhos, eles são mais resistentes, e eles conhecem técnicas que não temos", acrescenta.

"Mesmo treinando e passando um monte de informações para eles, os jovens ainda precisam de um combatente experiente com eles", ressalta Rashid Yasin Rashid Muzuri, de 63 anos, quase 50 como peshmerga.

"A vida é diferente agora. Os jovens de hoje têm tudo", diz. "No nosso tempo, recebíamos um só pedaço de pão e tínhamos que ficar em pé a semana inteira. Hoje, os jovens, quando eles vão para o front, precisam de comida de verdade."

Mas a guerra também mudou. "Antes lutávamos nas montanhas", relata Khaled, de 74 anos. "Agora o combate acontece em terreno plano, é muito mais difícil: O inimigo está na frente de você, você não pode se esconder".

"E, no nosso tempo, combatíamos em igualdade de condições com o exército iraquiano", acrescenta. "Este não é o caso hoje contra o EI", que apreendeu no início de sua ofensiva armas poderosas fornecidas por Washington para o exército iraquiano.

Status social

Além da responsabilidade, da honra, da defesa da pátria, uma ideia toma conta dos jovens combatentes: ser peshmerga representa ter o acesso a um certo status social, uma respeitabilidade.

"Aconteceu de ter sido detido pela polícia depois de uma infração de carro. Quando viram meus documentos militares de peshmerga, eles me deixaram ir", se vangloria um jovem combatente.

Mas estereotipado, este prestígio, de acordo com os antigos peshmergas, tem fundamento. "Mesmo que estes jovens têm a doce vida, eles são corajosos", admite Rashid.

Khaled tem apenas um conselho para os "novatos": "defenda sempre a nossa terra e nosso povo". E acrescenta: "Não pare de lutar até que suas mãos estejam vermelhas com o sangue do inimigo."

(AFP)

Tags:
Mundo
Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • A Aleteia é publicada em 8 idiomas: Português, Francês, Inglês, Árabe, Italiano, Espanhol, Polonês e Esloveno.
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
FATHER PIO
Maria Paola Daud
Quando Jesus conversou sobre o fim do mundo c...
Philip Kosloski
3 poderosos sacramentais para ter na sua casa
Medalha de São Bento
pildorasdefe.net
Oração a São Bento para afastar o mal e pedir...
Reportagem local
Oração para afastar o mal de um recinto
SAINT MICHAEL
Philip Kosloski
Oração a São Miguel por proteção contra inimi...
pildorasdefe.net
Por que você não vai para frente? Talvez este...
AGNUS DEI,LAMB
Jesús Colina
Ninguém consegue ouvir este “Agnus Dei” sem s...
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia