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Aborto: este é um problema nosso também

© Wei Hsu and Shang-Yi Chiu
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Veja o apelo desesperado de uma mulher que trabalha com mães que optaram por não abortar

Como acordar da letargia que a sociedade inteira sofre diante do tema do aborto?
 
Nós, que trabalhamos com mães que optaram por não abortar, vivemos diariamente o valor da vida humana. Eu incentivo todas as pessoas a saírem da letargia da indiferença sob o escudo do "isso não é problema meu", "o que eu fizer não vai servir para nada" ou "para que complicar minha vida?".
 
São muitos em nossa sociedade os que desconhecem o que realmente se está fazendo com milhares de bebês que não chegam a nascer porque são – literalmente – jogados no lixo, em um emaranhado de carne e ossos. Todos nós precisamos ser informados sobre a verdade.
 
É necessário refletir sobre a mudança brutal de sentido das palavras utilizadas para justificar o injustificável: chamar de "interrupção da gravidez" (algo que se refere à mãe) o que realmente é matar um filho não nascido (a quem é dada a categoria de "não é nada").
 
Se, em uma viagem, devido a um acidente, morressem quatro pessoas, pareceria sarcasmo ou zombaria que as manchetes dos jornais dissessem que o acidente "interrompeu a viagem de quatro pessoas".
 
Interromper é uma coisa, matar é outra
 
Quantas mães, devido a este engano com as palavras, não sabem o que estão fazendo realmente! "Interrompem" a gravidez justificando-se com frases repetidas: "Não era hora de ficar grávida", "eu não desejava a gravidez", "estou desempregada" etc. Todas estas frases são usadas para ocultar a verdade: a morte dos seus filhos.
 
Essas mães poderiam usar a mesma justificativa, por ficar sem emprego ou sozinha, pela morte do marido, por exemplo, ao falar da hipótese de matar algum dos seus filhos? Ninguém na sociedade diria que a mãe interrompeu sua maternidade, nem poderia alegar que sua ação respondia a que "não era hora de ficar viúva", ou que a pobreza ou a viuvez "eram uma situação não desejada".
 
Será que a única situação que parece dar valor à vida dos filhos é que se encontrem fora do útero materno, de maneira que matar um filho quando está fora do corpo da mulher é um delito, mas matá-lo quando ainda está dentro é um direito? Que hipocrisia! Ou será que estamos loucos?
 
Os políticos preferem neste caso, como em tantos outros, brincar com as palavras.
 
Mas a ciência diz algo diferente: diz que o ser humano é humano desde o instante da fecundação do óvulo por um espermatozoide, e o que se forma nesse momento nunca pode ser chamado de "nada" ou "coisa", e sim de "vida humana". Quem nega isso é ignorante, age de má fé ou por interesse.
 
Novamente, convido todos a saírem da letargia da indiferença diante da farsa da "interrupção voluntária da gravidez". As mães e seus filhos agradecem.
 
Não só os filhos, também as mães – como podemos testemunhar, ao trabalhar junto delas e de tantos psicólogos e psiquiatras que tratam mães que caíram no engano de abortar e hoje sofrem transtornos. Os médicos que indicaram o aborto não são capazes de curar tais transtornos.
 
Obrigada por ler estas linhas. Eu o convido, caro leitor, a ajudar nossa sociedade a acordar, a sair da letargia diante do aborto.
 
(Por Aurora Gallego. Artigo publicado originalmente pelo Fórum Libertas)