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Papa tornou «ventos mais favoráveis» para os exorcistas

Lakeshore Ent Corp / The Kobal Collection / AFP
[ Lakeshore Ent Corp / The Kobal Collection ]

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Os exorcistas manifestam «o amor e o acolhimento da Igreja a quantos sofrem por causa da obra do maligno»

O Pe. Duarte Sousa Lara, presente no XII Congresso Internacional da Associação Internacional de Exorcistas, faz um balanço muito positivo do evento, o primeiro desde que o Vaticano reconheceu oficialmente a associação criada pelo Pe. Gabriel Amorth em 1991, e que conta com cerca de 250 membros, originários de 30 países.

O Papa Francisco enviou uma mensagem especificamente para o evento, onde afirmava, segundo a Agência Ecclesia, que os exorcistas manifestam «o amor e o acolhimento da Igreja a quantos sofrem por causa da obra do maligno», num ministério que deve ser exercido «em comunhão com os próprios bispos».

Sobre o congresso, o Pe. Sousa Lara que, ao contrário das abordagens mais «académicas» dos anos anteriores, este teve uma componente muito mais prática. «Aqui houve muita partilha de experiências sobre casos difíceis com os quais se deparam os exorcistas no seu trabalho», afirmou o sacerdote português, um dos oradores no congresso, em declarações à Família Cristã.

Sobre o reconhecimento do Vaticano, o Pe. Sousa Lara que é um «selo de garantia» que pode «tranquilizar os mais céticos». «O reconhecimento mostra que a Santa Sé se alegra com o trabalho da associação e reconhece a questão dos exorcismos. O Papa enviou uma mensagem a encorajar o nosso trabalho, e isso foi importante para nós, é animador», defendeu o sacerdote de Lamego, que há muitos anos desenvolve o seu trabalho na área dos exorcismos.

Por várias vezes o Papa Francisco se tem referido à questão do Demónio, mas o Pe. Sousa Lara não acha que o reconhecimento tenha vindo por causa deste Papa. «O reconhecimento era uma questão de tempo, não está relacionada diretamente com o Papa Francisco, pois todos os Papa anteriores apoiavam o trabalho da associação. Aliás, a prova disso é que a diocese de Roma, a diocese do Papa, tem há muitos anos 10 exorcistas em serviço. Não os teria se algum dos Papa anteriores tivesse dúvidas sobre esta questão», sustenta.

Apesar disso, a abordagem de Francisco a esta questão, a quantidade de vezes que tem falado sobre o Diabo nas suas mensagens, e até aquele episódio onde terá alegadamente, em plena Praça de S. Pedro, efetuado uma oração de libertação sobre uma pessoa que estaria possuída, têm ajudado a mudar a imagem que as pessoas tinham desta matéria. «Francisco tornou os ventos mais favoráveis do que eram noutras épocas», reconheceu o Pe. Sousa Lara.

Uma mudança que, espera o sacerdote, seja reforçada com este reconhecimento pontifício. «Este reconhecimento e a carta do Papa facilitarão imenso a vida de todos os exorcistas e dos bispos, que ganham mais ânimo e confiança quando têm de nomear exorcistas. Sentem-se mais confortáveis, mesmo que as dioceses vizinhas não tenham nenhum, porque vêm o exemplo do Papa, que diz que este é um assunto sério», considera o sacerdote português.

Ventos de mudança também em Portugal

Sobre a realidade portuguesa, o Pe. Sousa Lara mostra-se confiante. «A aceitação da Igreja em Portugal tem sido um processo gradual. Felizmente já passámos o tempo em que se colocava em causa a existência do Demónio. Mas continuamos com o problema de fazer ver às pessoas que os casos de distúrbios de origem demoníaca não são 1 num milhão. Eu tenho 50 casos neste momento, pessoas que vêm do Algarve ou de Lisboa, porque na área não há padres exorcistas, e não consigo receber mais gente…», lamentou o Pe. Sousa Lara.

Apesar de começar a haver bispos que façam a nomeação de sacerdotes, muitos acabam por esperar nunca terem de realizar nenhum exorcismo. «Este é um problema pastoral que está por resolver», lamenta o sacerdote português, que, no entanto, está otimista. «Em Portugal muda tudo muito devagar, há inércia, resistência e ceticismo, mas acredito que as coisas estão a mudar», conclui.

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