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Mulheres de 40 a 50 anos valem 107 reais: saiba o preço das mulheres e crianças sequestradas pelo Estado Islâmico

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© Ishtartv

Aleteia Brasil - publicado em 14/11/14

Documento do grupo terrorista revela tabela de valores e admite "vertiginoso declínio do mercado destes despojos"

Um documento publicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico revela os preços praticados pela organização para vender as mulheres e crianças de origem cristã ou yazidi que foram raptadas pelos membros da organização.

O título do documento, obtido por meios de comunicação locais, é “Preços estipulados para venda de espólio” (ou seja, das mulheres e crianças que foram sequestradas). O texto afirma que “o mercado para vender estes despojos declinou vertiginosamente”, o que teve impacto nas receitas do Estado Islâmico e, por conseguinte, na sua capacidade de financiar as operações dos seus combatentes. Por isto, prossegue o documento dos fanáticos terroristas, "as instituições financeiras devem considerar a determinação de controles e valores em relação aos preços com que estes despojos devem ser vendidos". O Estado Islâmico ameaçou de morte, além do mais, todos aqueles que violassem tais controles e preços.

A inacreditável tabela de preços das vítimas, que estão à venda como mercadorias quaisquer, é a seguinte:

Mulheres cristãs ou yazidis de 40 a 50 anos de idade devem ser vendidas por 50 mil dinares (equivalentes a 42 dólares ou cerca de 107 reais).

As de 30 a 40 anos, por 75 mil dinares (63 dólares ou cerca de 161 reais).

As de 20 a 30 anos podem ser vendidas por 100 mil dinares (85 dólares ou 217 reais).

E as de 10 a 20 anos de idade podem ser vendidas a 150 mil dinares (127 dólares ou 325 reais, aproximadamente).

O documento estabelece ainda que o preço para crianças de 1 a 9 anos de idade é de 200 mil dinares (valor equivalente a 169 dólares, cerca de 432 reais).

Ninguém está autorizado, decreta por fim o texto, a comprar mais do que três “itens” da lista acima, com exceção dos turcos, sírios e cidadãos dos países do Golfo Pérsico. Estes estão autorizados a comprar quantidades maiores de “despojos”.

Tags:
Estado IslâmicoMundo
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